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Zema fica em terceiro em Araxá, sua cidade natal, com menos de 5% dos votos

Com 100% das urnas apuradas, o ex-governador de Minas Gerais obteve apenas 2.797 votos válidos no município localizado no Alto Paranaíba

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Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais.
Romeu Zema (Novo), ex-governador de Minas Gerais. • Andressa Anholete/Agência Senado.

Romeu Zema (Novo), candidato à Presidência da República, terminou a eleição neste domingo (4) com menos de 5% dos votos válidos em sua cidade natal, Araxá, no Alto Paranaíba.

Com 100% das urnas apuradas, o ex-governador de Minas Gerais obteve 2.797 votos válidos. Ele acabou a disputa no município em terceiro lugar, atrás apenas de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e do presidente Lula (PT).

Zema governou Minas Gerais por dois mandatos seguidos, sendo eleito em primeiro turno em 2022. Em março deste ano, ele renunciou do cargo ao Executivo mineiro para disputar o Palácio do Planalto.

Ao longo da campanha, no entanto, a campanha do ex-governador não empolgou. Nas últimas pesquisas eleitorais divulgadas, Zema chegou a pontuar 1% das intenções de voto, ficando atrás de nomes como Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante).

Em Minas, o ex-governador enfrentou dificuldades em conseguir apoio político, até mesmo com aliados. Sem crescer nos principais levantamentos, Zema recorreu ao senador Eduardo Girão (Novo-CE) para ser seu vice em uma chapa "puro sangue".

O ex-governador, ao longo da campanha, usou a crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) como plano de fundo e principal bandeira politica e também apostou no antipetismo.

Em maio deste ano, quando foi revelado pelo portal The Intercept Brasil que o senador Flávio Bolsonaro havia pedido dinheiro para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para financiar o filme Dark Horse, que conta a história do pai dele, Jair Bolsonaro (PL), o mineiro usou o escândalo para se distanciar do bolsonarista.

Na época, Flávio afirmou que ouvir a cobrança é "imperdoável". "É um tapa na cara dos brasileiros de bem. Não adianta nada criticar as práticas de Lula e do PT e fazer a mesma coisa", disse na época.

O rompimento, no entanto, não empolgou os eleitores.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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