A
mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (14), mostrou que 44% dos entrevistados acreditam que o
ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) errou ao indicar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como seu “sucessor” para disputar a presidência da República nas eleições deste ano.
Em dezembro de 2025, a
rejeição ao nome do filho do ex-presidente era maior: cerca de 54% acreditavam que Bolsonaro havia errado ao dar a “bênção” para que Flávio concorresse à presidência.
O levantamento também mostrou que 43% dos entrevistados, em janeiro, acreditam que Bolsonaro fez a escolha certa. Em dezembro, o percentual era menor, quando apenas 36% consideravam que a indicação de Flávio havia sido uma boa ideia.
A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de janeiro, com brasileiros de 16 anos ou mais. Ao todo, 2.004 pessoas foram entrevistadas, e a margem de erro é de dois pontos percentuais.
Bolsonaro não pode participar das eleições
Antes mesmo de ser preso, em agosto de 2025, o
ex-presidente já não poderia disputar as eleições presidenciais de outubro deste ano.
Por maioria, o colegiado do
Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, em 2023, que Bolsonaro ficaria inelegível até 2030, por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação durante o período em que foi presidente.
Após a
condenação a 27 anos e três meses de prisão, determinada pelo
Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022,
Bolsonaro passou a ficar inelegível até 2060.
Bênção a Flávio
Sem poder disputar as eleições e
preso na Superintendência da Polícia Federal (PF), em Brasília, o ex-presidente escolheu o filho mais velho, Flávio Bolsonaro, para participar do pleito.
O senador lançou-se como pré-candidato e afirmou que recebeu do pai a “missão” de dar “continuidade ao projeto de nação” da família Bolsonaro.