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Haddad, Cunha, Aécio, Calheiros e mais nomes da política não foram eleitos em 2026

Com quase 100% das urnas eletrônicas apuradas, o resultado das eleições de 2026, neste domingo (4), amargou derrotas de nomes conhecidos da política brasileira

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Ciro Gomes, Fernando Haddad, Renan Calheiros e Eduardo Cunha não foram eleitos. • Campanha Ciro Gomes / Diogo Zacarias / MDB.

Com quase 100% das urnas eletrônicas apuradas, o resultado das eleições de 2026, neste domingo (4), amargou derrotas de nomes conhecidos da política brasileira. Entre eles estão Ciro Gomes (PSDB), Aécio Neves (PSDB), Fernando Haddad (PT), Eduardo Cunha (Republicanos), Simone Tebet (PSB) e João Campos (PSB).

Ciro desidratou no Ceará

O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) não conseguiu vencer o atual governador do Ceará, Elmano de Freitas (PT), que se elegeu em primeiro turno com mais de 53% dos votos válidos.

Em busca do Palácio da Abolição, o tucano buscou alianças, até mesmo com adversários históricos. No Ceará, Ciro se juntou a André Fernandes (PL-CE), com apoio, inclusive, do senador Flávio Bolsonaro (PL).

A candidatura, no entanto, não decolou. Ciro também não conseguiu eleger seus candidatos ao Senado pelo estado.

Haddad perdeu para Tarcísio pela segunda vez

Em São Paulo, o ex-ministro Fernando Haddad (PT) foi derrotado pelo governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que disputou a reeleição.

Essa foi a segunda vez em que os dois disputaram o governo paulista.

Neste ano, Tarcísio venceu com ampla margem, garantindo também a eleição de dois aliados para o Senado Federal.

Randolfe Rodrigues fica de fora do Senado

O senador Randolfe Rodrigues (PT-AP) não conseguiu se eleger e ficou de fora do Senado pelo Amapá após 16 anos no cargo. O petista, líder do governo Lula (PT) no Congresso, terminou a disputa em terceiro lugar, com 161.442 votos.

Ele ficou atrás de Rayssa Furlan (Podemos), com 29,90%, e Lucas Barreto (PSD), com 24,17%.

Família Calheiros

Em Alagoas, pai e filho saíram derrotados das eleições. Renan Calheiros (MDB) tentava a reeleição ao Senado, mas ficou de fora pela primeira vez em 32 anos. O eleitor alagoano elegeu Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB) para as duas vagas disponíveis.

O filho dele, Renan Filho (MDB), também perdeu o governo do estado para o ex-prefeito de Maceió João Henrique de Caldas, o JHC (PSDB).

No estado, a polarização nacional se refletiu na disputa entre os dois grupos: os Calheiros e JHC. De um lado, os Calheiros eram apoiados por Lula (PT); de outro, JHC recebeu o apoio de Flávio Bolsonaro (PL).

Ciro Nogueira e o reflexo do caso Master

No Piauí, o senador Ciro Nogueira (PP) também não foi reconduzido ao cargo. O estado elegeu Marcelo Castro (MDB) e Julinho do Lula (PSD).

O parlamentar chegou à campanha já fragilizado pelas investigações que apontavam seu relacionamento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Manuela D'Ávila não vinga e fica de fora do Senado

No Rio Grande do Sul, a ex-deputada federal Manuela D'Ávila (PSOL) também ficou de fora do Senado, terminando a disputa em terceiro lugar. O estado elegeu Sanderson (PL) e Marcel Van Hattem (Novo).

Gleisi Hoffmann amarga derrota

No Paraná, a deputada federal e ex-presidente do PT Gleisi Hoffmann não conseguiu retornar à Câmara Alta do Congresso, cargo que ocupou entre 2011 e 2018.

Essa é a primeira vez desde que ela disputou o Executivo, em 2014, que Gleisi fica de fora do Senado.

Dose dupla em São Paulo

Em São Paulo, além de Haddad, o presidente Lula (PT) viu outras duas aliadas saírem derrotadas. As ex-ministras Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) não conseguiram se eleger.

Tebet deixou o Ministério do Planejamento e Orçamento do governo Lula em março de 2026 para disputar o Senado por São Paulo, filiando-se também ao PSB.

Marina deixou o cargo de ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima em abril de 2026 para cumprir os prazos eleitorais e disputar uma das vagas pelo Senado paulista.

Aécio Neves fica sem cargo eletivo pela primeira vez

O presidente nacional do PSDB e ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves, perdeu a disputa pelo Senado no estado e ficará sem cargo eletivo pela primeira vez em quatro décadas.

O deputado federal, que aparecia à frente nas principais pesquisas eleitorais, terminou a disputa em sétimo lugar, com pouco mais de 820 mil votos.

Eduardo Cunha fracassa em Minas

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (Republicanos), cassado em 2016 e derrotado nas urnas de São Paulo em 2022, não conseguiu se eleger em Minas Gerais.

Com quase 100% das urnas apuradas, o ex-parlamentar obteve 32.075 votos, insuficientes para conquistar uma das 53 cadeiras da Câmara.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) barrou o registro de candidatura dele em setembro deste ano, com base na Lei da Ficha Limpa.

João Campos

O presidente nacional do PSB e ex-prefeito do Recife João Campos (PSB) perdeu sua primeira eleição neste domingo. Apesar do apoio do presidente Lula (PT), ele foi derrotado pela governadora Raquel Lyra (PSD), que venceu em primeiro turno e foi reeleita.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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