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Ex-reitora da UFMG mira campanha ao Governo de Minas pelo PT e descarta Legislativo

Sandra Regina Goulart de Almeida diz que quer participar do pleito com foco no Executivo e não descarta contribuir mesmo se não for candidata como cabeça de chapa ou vice

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Sandra Goulart é um dos nomes que o PT cogita escalar na disputa pelo Governo de Minas
Sandra Goulart é um dos nomes que o PT cogita escalar na disputa pelo Governo de Minas • Kayke Quadros | Espaço do Conhecimento UFMG

Com o cenário petista ainda indefinido acerca da disputa pelo Governo de Minas, o nome da ex-reitora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Sandra Regina Goulart de Almeida, ganha força como uma das possibilidades do PT para tentar chegar ao Palácio Tiradentes. Em entrevista à Itatiaia, ela disse que está à disposição do partido para construir a chapa que tentará o Executivo Estadual e que poderia mesmo atuar na confecção do plano de governo.

 

“No momento, dada a experiência que eu trago como gestora na UFMG, como uma pessoa capaz de executar projetos, acho que eu serei mais útil nesse justamente nessa posição de tentar articular e pensar um projeto (para o governo estadual). Minas está precisando de projetos. O estado perdeu muito espaço junto ao ao ao cenário nacional. Acho que é importante nós também atendermos a algumas demandas que têm vindo de forma muito concreta da população.Temos que pensar em um plano robusto de políticas públicas para a nossa população [...] eu posso contribuir dado que eu vivi à frente da UFMG. Eu enfrentei a pandemia em um dos momentos mais difíceis da história da universidade pública brasileira”, afirmou.

 

Sandra se disse à disposição do PT para as eleições, mas descartou se lançar a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais ou à Câmara dos Deputados. Sobre quem estaria junto dela em uma lista da direção do partido para concorrer ao Governo de Minas, a ex-reitora disse que as decisões serão tomadas pela direção em nível estadual e nacional.

 

“Isso eu não poderia dizer, porque na verdade, eu tenho dialogado com alguns nomes do partido, mas essas decisões cabem justamente à presidente estadual do partido, que é a deputada Leninha e ao Edinho Silva (presidente nacional), que tem articulado esses nomes possíveis. Há vários nomes que têm sido citados, mas isso é algo que vai ter que ser decidido no âmbito do do partido mesmo, porque sabe da minha disponibilidade e sabe da minha da minha intenção de poder contribuir da melhor forma possível, mas eu não poderia falar de nomes especificamente, que são nomes que tem sido discutido pelo partido, mas não necessariamente com a minha pessoa”, declarou.

 

A preferência do PT em Minas, manifestada publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desde o início de 2024 era ter o senador Rodrigo Pacheco (PSB) como o nome apoiado pelo partido para concorrer ao governo. O senador decidiu por não disputar o Executivo Estadual apenas em maio deste ano e aumentou o cenário de indefinição entre os petistas.

 

A legenda definiu que lançará um candidato próprio ao Governo de Minas. O nome, no entanto, segue uma incógnita. A preferida de Lula era a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos, que já embarcara desde março na pré-campanha ao Senado. Mesmo com a pressão do partido, ela não corrigiu a rota e fincou o pé pela manutenção de sua empreitada pela Casa Alta do Congresso Nacional. 

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.