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Renan Santos diz que sofre perseguição após decisão do STF e do TSE sobre participação em debate

De acordo com o candidato, as decisões têm relação com suposta articulação para beneficiar Lula e Flávio Bolsonaro e convoca para ato de protesto na frente da TV Globo

Por, Brasília
Reprodução/ Internet

Após o Supremo Tribunal Federal (STF) de manter Renan Santos (Missão) fora do debate entre os candidatos à presidência em 2026, que será promovido nesta quinta-feira (1º) pela TV Globo, o candidato afirmou que continuará recorrendo para tentar participar do encontro. Apesar disso, Renan classificou a decisão tanto do Supremo quando do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE) de "armação".

Renan abriu uma live para expressar a raiva pela derrota na justiça. Sem apresentar provas, ele considerou que sua ausência do debate parte de uma suposta articulação que beneficiaria tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto Flávio Bolsonaro (PL).

“Que inferno! Este país é amaldiçoado. Porque é tudo armado. Parece armação pró-Lula, armação pró-Flávio. (...) Esse país é um puteiro!”, disse.

Em outro trecho da transmissão, Renan questionou a estratégia que escolheu em ser honesto em um país em que "você tem que se adaptar" para consquistar.

“Vocês estão vendo o preço que se paga por ser honesto. Quero fazer uma enquete com vocês: qual é o modelo de partido que vocês acham que deve ter? Porque, se a gente continuar sendo honesto, estudando, quando briga com todo mundo vai dar tudo em nada. Porque às vezes, para vencer, você tem que se adaptar ao que é o Brasil”, declarou.

Além disso, ele classificou o episódio como “a maior perseguição que um candidato já passou no Brasil” e citou decisões judiciais anteriores, como a suspensão de sua candidatura, a determinação de incluir o candidato à presidência Romeu Zema (Novo) e não aprovarem a sua participação, e falou ainda sobre os ataques que vem sofrendo.

Ao comparar a sua situação à de Zema, cuja participação no debate foi garantida após decisão do TSE, ele reclamou de terem colocado o candidato mineiro. No caso do Novo, Nunes Marques considerou a composição atual da bancada da legenda para autorizar a presença de Zema. Já no processo do Missão, o ministro concluiu que a regra estabelecida pela Globo não obrigava a emissora a convidar Renan.

Situação de Renan tem relação com número de parlamentares

Mais cedo o presidente do TSE ministro Kassio Nunes Marques rejeitou a solicitação por considerar o partido de Renan, o Missão, só possui um deputado federal no Congresso Nacional. Segundo o magistrado, a legislação garante a participação em debates aos candidatos de partidos ou federações com representação mínima de cinco parlamentares no Congresso. Candidaturas que não alcançam esse número podem ser convidadas, mas a participação não é obrigatória.

Ao recorrer ao STF, a relatora do caso Cármen Lúcia também rejeitou a tentativa por entender que a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) apresentada pelo partido não era o instrumento adequado para discutir o caso. De acordo com ele, a decisão cabe somente à Justiça Eleitoral.

Durante a live, Renan defendeu a estratégia adotada por seus advogados e disse que pretende insistir judicialmente.

“Vamos tentar até o fim, até a última instância. Do ponto de vista jurídico é o que dava para fazer, já que o STF sempre dá uma leitura um pouco mais ampla. Não venha falar da peça, a gente fez o que tinha que fazer”, acrescentou.

Ao final, Renan convocou apoiadores para comparecerem às 20h em frente à TV Globo, antes do início do debate, previsto para as 21h30. Estão confirmados no encontro Flávio Bolsonaro, Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema. Lula comunicou à emissora que não participará e terá um púlpito vazio no estúdio.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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