Itatiaia

Áurea diz que Senado deve olhar com ‘seriedade’ para desvios no STF e não se opõe a impeachment

Candidata do PSOL ao Senado, ex-deputada federal disse à Itatiaia que sua crítica a Suprema Corte se dá no campo democrático

Por e 
Áurea Carolina (PSOL) em entrevista à Itatiaia
Áurea Carolina (PSOL) em entrevista à Itatiaia • Itatiaia

Candidata ao Senado pelo PSOL, a ex-deputada federal Áurea Carolina disse não se opor a processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em sabatina na Itatiaia, nesta quinta-feira (3), a postulante à Casa Alta do Congresso Nacional afirmou que a transparência e estabilidade são requisitos para o funcionamento da Corte, mas não é possível admitir novas “investidas golpistas”.

“Uma preocupação é que o STF é um poder da República que precisa ter transparência e estabilidade para funcionar. A gente não vai admitir investida golpista, como aqueles que saíram quebrando Brasília, quebrando o Palácio do Planalto, o Supremo, no 8 de janeiro de 2023. Isso é inaceitável. É uma vergonha, e ainda bem que esses golpistas foram responsabilizados”, declarou.

Segundo Áurea Carolina, sua crítica ao STF se dá dentro do campo democrático para que não haja conflito de interesses ou desvio de conduta dos ministros. A candidata ao Senado defendeu que a Constituição regule um código de ética dos magistrados, reafirmando que o Congresso tem poder para abrir uma investigação “séria e isenta” que pode levar ao impeachment de ministros.

“Agora mesmo surgiram novas denúncias em relação ao ministro Alexandre de Moraes no caso do Banco Master. O Senado tem que olhar para isso com muita seriedade. O presidente (do Senado) Davi Alcolumbre disse que não vai abrir processo de impeachment contra ministros do STF, mas eu não concordo com isso. Acho que havendo investigação correta, uma investigação ética com provas e evidências, o Senado tem que se posicionar”, afirmou.

Durante a entrevista, a candidata do PSOL ainda teceu uma crítica ao campo da direita, especialmente o alinhado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), dizendo que, nesse caso, a pauta do impeachment de ministros possuem “motivações golpistas”. “Isso a gente não pode deixar”, disse.

Ministra negra

Áurea ainda lembrou que nos últimos anos, enquanto esteve afastada da política partidária, fez parte de campanhas que defendiam a escolha de mulher negra para vagas na Suprema Corte. Essas mobilizações ocorreram já no governo Lula (PT), quando o presidente acabou escolhendo Cristiano Zanin e Flávio Dino para as cadeiras na Corte.

“Fui liderança de uma campanha pela indicação de uma ministra negra junto a sociedade civil, porque nos incomoda a forma como o STF funciona distante da população. Quase todos ali são homens brancos que não têm conexão com a vida real. A única mulher, a ministra Carmen Lúcia, talvez seja uma das mais dignas e que traz questões ligadas às nossas necessidades”, destacou.

Por

Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

Por

Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

Por

Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.

Por

Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

 

 

Belo Horizonte