Áurea Carolina defende mulheres e combate ao feminicídio como prioridades no Senado
Ex-deputada federal e candidata ao Senado por MG também promete defender a cultura, trabalhadores informais, a população negra e a comunidade LGBTQIAPN+

A candidata ao Senado por Minas Gerais, Áurea Carolina (PSOL-MG), defende medidas para erradicar o que chamou de “epidemia de feminicídios” no Brasil. Ela lembra que o estado tem uma lacuna histórica na representação política na Câmara Alta do Congresso, que não elege mulheres há mais de 30 anos.
De acordo com a ex-deputada federal, é fundamental que as decisões legislativas incluam a perspectiva de quem vivencia as maiores pressões sociais no dia a dia. “Está passando da hora de as mulheres mineiras serem representadas no Senado. Quero estar junto com a mulherada trabalhadora, as mães, mães solo como eu, mulheres que acordam muito cedo, que se desdobram para cuidar da rotina, cuidar da família, cuidar dos seus filhos, trabalham muitas horas e voltam para casa para repetir esse ciclo. Muitas são invisibilizadas, não são reconhecidas”, disse.
A candidata promete que, se eleita, pretende ser uma voz ativa em prol do setor cultural, dos trabalhadores informais, da comunidade LGBTQIAPN+ e também da população negra.
Essa é a primeira vez que Áurea Carolina disputa uma vaga no Senado Federal. A candidata anteriormente foi vereadora em Belo Horizonte e deputada federal por Minas Gerais. Em 2022, no entanto, ela desistiu de tentar a reeleição para a Câmara e, posteriormente, chegou a se desfiliar do PSOL, seu atual partido.
De volta à vida política, disputando o Senado em uma “dobradinha” com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT-MG), também candidata ao Senado, Áurea diz que as mulheres que escolhem participar da vida política “são alvo preferencial de ataques, xingamentos e ameaças”, o que acaba por afastá-las dos cargos eletivos. “Os partidos, muitas vezes, são mecanismos de reprodução dessa violência. As mulheres que estão na política, não interessa o partido, sabem do que eu estou falando. A gente custa a ter espaço para participar das decisões. Quando os recursos vão ser distribuídos, muitas vezes, somos prejudicadas e nossas candidaturas não são priorizadas”, explicou.
Se eleita, Áurea diz que planeja nacionalizar um projeto, assinado por ela quando vereadora em BH, que prevê prioridade para mulheres vítimas de violência doméstica em programas habitacionais públicos. A medida visa garantir moradia digna para mães e seus filhos, permitindo a ruptura de ciclos abusivos. “A cada minuto importa para salvar a vida de uma mulher e responsabilizar os agressores. O Brasil já deu um passo nisso, né? As medidas protetivas têm sido mais efetivas, mas é preciso avançar mais rápido e com muito mais intensidade”, disse.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Eustáquio Ramos tem quase 30 anos de carreira, sendo 25 anos na Itatiaia, onde apresenta o Jornal da Itatiaia 1ª Edição e é repórter especial de Política. É pós-graduado em Comunicação Empresarial. Coautor da Enciclopédia do Rádio Esportivo Mineiro e do Manual de Pronúncia da Itatiaia. Já teve passagens também pela TV Assembleia, TV Bandeirantes, TV Horizonte, Record, Alterosa e Canal 23.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.






