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'É impressionante a desfaçatez desse sujeito': Gilmar e Mendonça batem boca no STF

A divergência entre os dois magistrados escalanou para um bate-boca aos gritos no plenário do Supremo Tribunal Federal que só foi interrompido por uma intervenção de Flávio Dino

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Antonio Augusto / STF.

Os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça protagonizaram um bate-boca nesta terça-feira (15) durante o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a crise que envolve a Corte, em decorrência das investigações relacionadas ao Banco Master, de Daniel Vorcaro.

A discussão escalou após uma manifestação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, diante de um placar de 4x2 em uma questão de ordem, apresentada por Gilmar Mendes, para que as análises das condutas de Alexandre de Moraes e Mendonça fossem avaliadas de forma separada.

Gonet rebateu questionamentos sobre seu eventual relacionamento com Vorcaro. Segundo o procurador-geral, ele nunca teve proximidade com o ex-banqueiro, afirmando ainda que Mendonça havia reconhecido não haver situação ilícita no material recolhido durante a investigação. "O único encontro [dele com o dono do Master] se deu com várias autoridades em abril de 2024", afirmou.

Segundo o procurador-geral, a relação, intermediada por advogados, foi "brevíssima e banal".

Em seguida, Mendonça, que era o relator anterior do caso, afirmou que seria natural que Gonet admitisse que poderia ter agido de forma "diferente" em determinadas situações.

Nesse momento, Gilmar Mendes saiu em defesa de Gonet, classificando como "leviandade" as declarações feitas contra ele. "É impressionante, presidente [Fachin], que uma pessoa da estatura do procurador-geral Paulo Gonet sofra esse tipo de ilação. Isso, sim, é leviandade", disse.

Mendonça, então,  respondeu, durante a fala de Gilmar: "A desfaçatez de Vossa Excelência! Me respeite. Isso aqui não é brincadeira". Neste momento, ao fundo, Gilmar retruca: "Pode chorar".

O bate-boca prosseguiu com a exigência de respeito e "aqui não tem choro não", levando o ministro Flávio Dino a pedir uma intervenção de Edson Fachin na condição de presidente da Corte. "Há horas Vossa Excelência está assistindo a isso. Se Vossa Excelência vai assistir a isso, eu não vou, porque eu sou funcionário público do Brasil e tenho respeito a ele", disse Dino.

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Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.

 

 

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