Drone que sobrevoava STF é derrubado durante julgamento de caso Moraes
Equipamento sobrevoava área da corte sem autorização

A Polícia Judiciária derrubou nesta terça-feira (15) um drone que sobrevoava o STF (Supremo Tribunal Federal) sem autorização.
O perímetro aéreo está fechado por conta do julgamento no plenário do STF para definir se haverá ou não abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes sobre sua relação com Daniel Vorcaro.
O equipamento ficará em posse da polícia até a localização do dono.
A Polícia Militar do DF usa três drones para segurança da região desde a noite de segunda-feira. Outros equipamentos eletrônicos de segurança também são usados.
A Secretaria de Segurança Pública do DF montou um esquema reforçado de segurança para a data e ativou uma célula de inteligência. Cavalaria, BOPE e BPChoque estão na Praça dos Três Poderes.
Antes do início do julgamento, houve varredura com cães farejadores no plenário da Suprema Corte e na parte de fora, onde estava a imprensa reunida.
O plano de ação também conta com aumento do efetivo policial na rodoviária do Plano Piloto, na área central de Brasília, e no Aeroporto Internacional JK.
Sessão histórica
A sessão do STF, considerada histórica, ocorre para analisar o relatório da PF (Polícia Federal) que reúne mensagens e outros registros usados pela corporação para apontar uma relação próxima entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Antes de discutir se o conteúdo justifica a abertura de uma investigação contra Moraes, o plenário deverá se manifestar sobre o pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República) para anular o relatório da Polícia Federal.
A Procuradoria argumenta que André Mendonça determinou a produção do documento sem que houvesse pedido prévio do Ministério Público ou da própria PF e sem submeter a medida anteriormente ao plenário.
Mesmo se a nulidade for acolhida, há ministros que avaliam que o STF poderá encerrar o caso sem avançar sobre o mérito das mensagens. Outros, porém, entendem que, mesmo nessa hipótese, os elementos já conhecidos podem ser discutidos para decidir se uma nova investigação deve ou não ser aberta.
A sessão desta terça ocorre em meio a uma tensão na Corte, com trocas de ofícios entre ministros, disputa pelo acesso às provas e questionamentos sobre a condução das investigações feitas pelo ministro André Mendonça.
Antes da sessão, ministros debateram, internamente, sobre quais documentos deveriam estar disponíveis para análise prévia.
Nesta segunda-feira (14), a PF informou que entregou cópias dos dados extraídos do aparelho celular apreendido do ex-banqueiro Daniel Vorcaro aos gabinetes dos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
Também na segunda, Mendonça também retirou o sigilo de um processo que reúne detalhes sobre a rede de pagamentos de Vorcaro e do Banco Master.
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