PGR pede nulidade de relatório da PF sobre Alexandre de Moraes
Mensagens indicam que Moraes e Vorcaro discutiram uma possível operação da PF contra o ex-banqueiro

A Procuradoria-Geral da República (PGR) maninfestou nesta terça-feira (1) pela nulidade da ordem dada pelo ministro André Mendonça do Supremo Tribunal Federal (STF).
O pedido acontece após um relatório da Polícia Federal ter tido o sigilo retirado pelo ministro envolvendo o colega de Corte Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Master.
As mensagens apreendidas mostram, por exemplo, que o empresário tratava como prioridade o pagamento ao escritório Barci de Moraes, da advogada Viviane Moraes, esposa do magistrado.
Em uma das conversas, o ex-deputado e ex-ministro de Bolsonaro Fábio Faria diz a Vorcaro que “o careca não pode atrasar”. A mensagem foi enviada no mesmo contexto em que o banqueiro transferiu R$ 3,42 milhões ao escritório.
O pagamento fazia parte de um contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. O acordo previa R$ 3 milhões líquidos por mês durante 36 meses, o equivalente a R$ 108 milhões líquidos ao longo do período.
A investigação também aponta uma relação próxima de Moraes com Vorcaro, com pelo menos seis encontros entre 2024 e 2025, eventos na Europa e Campos do Jordão.
O Banco Master também teria emitido cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do casal. Moraes também foi consultado por Vorcaro dois dias antes da sua prisão, em novembro do ano passado.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.



