Itatiaia

Mendonça e Moraes discutem calorosamente nos bastidores do STF

Desentendimento teria ocorrido após Mendonça determinar novas diligências da PF no caso Banco Master

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Os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes (ao fundo), durante sessão do STF . • Antonio Augusto/SCO/STF

Os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), protagonizaram um forte desentendimento nos bastidores da Corte, nesta terça-feira (1º). 

Segundo fontes do Supremo Tribunal Federal consultadas pela Itatiaia, a discussão ocorreu depois que Moraes tomou conhecimento de que Mendonça havia determinado à Polícia Federal o aprofundamento das investigações que acabaram identificando mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Segundo o relato das testemunhas, o episódio teria sido carregado de tensão, e os dois ministros ficaram com dedos em riste e quase se agrediram. 

André Mendonça é o relator do caso Banco Master no STF. Nas últimas horas, o ministro determinou novas diligências da Polícia Federal depois que surgiram mensagens atribuídas a Vorcaro e destinadas, segundo os investigadores, a Alexandre de Moraes.

Em uma das conversas, Vorcaro teria perguntado a Moraes se deveria deixar o Brasil antes de ser preso. As mensagens foram recuperadas do celular do banqueiro e enviadas por meio de imagens de visualização única, o que impediu a recuperação de eventuais respostas do ministro.

Mendonça também pediu informações à Procuradoria-Geral da República sobre outra mensagem na qual Vorcaro menciona “Paulo” e “Andrei”, identificados pela PF como o procurador-geral Paulo Gonet e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. 

A apuração colocou Moraes no centro do caso Master e abriu uma discussão sobre a possibilidade de o próprio ministro ser formalmente incluído na investigação.

Mendonça avalia essa possibilidade e pediu manifestação da PGR antes de tomar uma decisão. A PF também recebeu prazo para produzir um relatório sobre as mensagens e os envolvidos.

Até o momento os dois ministros não se pronunciaram ou comentaram publicamente sobre a discussão.

 

 

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