Direção do Ipsemg aposta em viagens ao interior para alavancar PL que aumenta contribuição
Texto que muda piso e teto dos valores mensalmente descontados pode ser votado nesta terça (21) por comissão da Assembleia Legislativa

O debate a respeito do projeto de lei (PL) que aumenta a contribuição dos usuários do Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg) foi levado ao interior. O presidente da autarquia, André Luiz Moreira dos Anjos, tem apostado em visitas a cidades de diferentes regiões mineiras para detalhar as diretrizes da proposta. Nesta segunda-feira (20), por exemplo, ele estará em Montes Claros, no Norte, para tratar do tema.
Na semana passada, o dirigente já havia passado por Uberlândia e Uberaba, no Triângulo. Os encontros têm servido como tira-dúvidas.
Em mensagem enviada aos parlamentares para reivindicar a aprovação das mudanças, o governador Romeu Zema (Novo) afirmou que as mudanças são importantes para expandir os atendimentos do Ipsemg, que fornece assistência em saúde aos beneficiários e dependentes.
André dos Anjos adotou tom parecido no mês passado, em entrevista à Itatiaia.
“Embora o Ipsemg disponha de uma rede ampla em todo o Estado para atender nossos beneficiários, é importante reconhecer que o aumento dos gastos, a inflação e a expectativa de vida crescente têm gerado uma sobrecarga em nossos serviços. Atualmente, estamos oferecendo assistência dentro de nossas possibilidades financeiras”, apontou.
O relator do projeto do Ipsemg na CCJ é o deputado governista Zé Laviola, do Novo. A oposição a Zema, porém, tem questionado os termos da proposta.
“Nosso compromisso é de resistirmos e apresentarmos emendas até que o governo se dê conta de que o projeto é lesivo e danoso e penaliza o servidor, que já é penalizado”, prometeu o deputado Professor Cleiton (PV).
Contribuição dos militares
A CCJ da Assembleia também pode analisar, ainda nesta terça, o pleito de Zema pela criação do Sistema de Proteção Social dos Militares do Estado. Assim, militares ativos e inativos precisariam pagar alíquotas de 3% para o custeio de ações de saúde. O índice estatal, segundo os termos da proposta, seria de 1,5%. Pensionistas também teriam de arcar com 3%.
A proposição ainda mantém, para bancar aposentadorias e pensões, a contribuição de 10,5%, já descontada atualmente da folha de pagamentos e questionada pelos militares, que contribuíam com 8% antes de alterações na legislação federal.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.



