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Comissão especial para discutir redução de maioridade penal pode ser instalada hoje

Câmara dos Deputados terá o prazo de 10 sessões do plenário para elaborar um texto de análise sobre a PEC 32/2015 e projetos apensados

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Uma comissão especial para analisar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos deve ser instalada nesta quarta-feira (12), na Câmara dos Deputados. Se instalada, Os líderes partidários deverão  indicarão os parlamentares que vão compor a comissão, que terá um prazo inicial de 10 sessões do Plenário para a apresentação de emendas ao texto.

Os parlamentares querem alterar a Constituição para estabelecer que, a partir dos 16 anos, uma pessoa possa ser responsabilizada criminalmente. Hoje, a Constituição estabelece que menores de 18 anos são penalmente inimputáveis e ficam sujeitos à legislação especial. A conduta é tratada como ato infracional e o adolescente fica sujeito às medidas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Em casos mais graves, pode haver internação em unidade socioeducativa por até três anos.

A comissão especial vai discutir o conteúdo da proposta protocolada em 2015, que voltou a ganhar força neste ano. O parecer do relator na comissão poderá ser votado pelo próprio colegiado. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também poderá levar a proposta diretamente ao Plenário.

Junto à PEC 32/2015, há outras propostas apensadas, algumas delas relacionadas a crimes contra a vida praticados por adolescentes. A maior parte dos textos incluídos recentemente prevê uma responsabilização criminal mais restrita, principalmente para crimes graves que resultem em morte.

A PEC de autoria do deputado Capitão Alden (PL-BA), por exemplo, propõe uma redução em caráter excepcional para jovens envolvidos em crimes hediondos ou casos de crueldade extrema contra pessoas e animais.

Assunto voltou ao debate público

A discussão sobre a redução da maioridade penal ganhou força após o envio, pelo Executivo, da PEC da Segurança Pública ao Congresso Nacional. Parlamentares tentaram incluir o tema na proposta, mas o relator foi convencido por Motta de que a medida poderia dificultar a aprovação do texto no Senado. Na época, o presidente da Casa declarou que o texto sobre o assunto seria tratado em separado.

Em junho, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou a PEC 32/2015. Agora, a comissão especial vai analisar o mérito da proposta e elaborar um novo texto. O colegiado terá prazo máximo de 40 sessões do Plenário para concluir os trabalhos.

Na sequência, a proposta será submetida à votação no Plenário da Câmara e precisará do apoio de, no mínimo, 308 deputados, em dois turnos. Se aprovada, seguirá para análise do Senado Federal, onde também precisará ser votada em dois turnos.

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Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), tem cinco anos de experiência na comunicação política. Desde a reportagem, no Correio Braziliense, até a assessoria parlamentar. Em 2024, atuou em campanha eleitoral majoritária. Especialista em gerenciamento de crise e construção de imagem. Na Itatiaia, escreve para o portal, em Brasília.

 

 

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