Kalil cita presídios como última prioridade e Gabriel confronta: ‘Não entende de segurança’
Ex-prefeito destacou necessidade de reforçar o efetivo da política; emedebista não concordou com visão sobre a situação das penitenciárias do estado

Alexandre Kalil (PDT) e Gabriel Azevedo (MDB) travaram nova discussão em debate entre candidatos ao Governo de Minas Gerais promovido pela TV Globo nesta terça-feira (29). Dessa vez, o tema que dividiu os políticos foi a segurança pública.
Após ser questionado pelo emedebista sobre o número de presídios do estado e a necessidade da implementação de bloqueadores de sinal, o ex-prefeito de Belo Horizonte focou a resposta no seu plano para o combate ao crime organizado, pontuando que há pontos prioritários em relação às cadeias.
“O problema da segurança não está em bloquear a cadeia, porque este é o último lugar do qual vamos tratar. O problema da segurança está na gasolina do policial, que ele não tem… Nós não vamos combater facções liquidando a polícia investigava. Hoje, Minas Gerais tem a Polícia Civil mais mal paga do Brasil, com déficit de 7.600 homens”, disse o pedetista.
Questionado novamente por Gabriel sobre o número de presídios, Kalil afirmou não lembrar exatamente do número e ratificou sua estratégia para a melhoria da segurança pública.
“Eu não sei se é 85 ou 35. Quem vai cuidar disso é o Secretário de Segurança. O que eu sei é que cuidar de presídio é a última coisa que eu vou fazer para combater facção. Nós temos é que recompor a polícia, porque presídio é a última coisa de que nós vamos tomar conta na segurança pública. Nós não vamos cuidar de preso, vamos cuidar de quem tá solto”, declarou.
Em resposta, o emedebista sugeriu que falta conhecimento sobre Minas para Kalil e reforçou sua crença na importância de investir em bloqueadores de sinais.
“É grave você ver um candidato que não entende de segurança pública querendo ser governador. São quase 200 presídios. Pouquíssimos, menos de cinco, com bloqueadores de celular. Sabe o celular que te roubam? Ele vai parar lá dentro”, comentou.
Por fim, Gabriel deu mais detalhes sobre sua proposta para a segurança pública e a questão carcerária. Ele, inclusive, mencionou o desejo de replicar uma política adotada pelo Governo do Piauí que ajudou na redução de furtos de celular.
“Nós vamos colocar bloqueador de celular em todos os presídios. Vamos repetir o que o Governo do Piauí fez para recuperar o seu celular roubado, bloqueando o aparelho a partir do código. E ainda vamos ter um centro integrado de inteligência criminal em conjunto com a Polícia Federal. Eu quero sim recompor o efetivo da Polícia Militar e da Polícia Civil e muito mais do que isso, eu quero atacar o dinheiro que estrutura o crime com inteligência”, afirmou.
Jornalista formado pela UFMG e com MBA em Marketing pela PUCRS. Tem passagens por Esportudo, GRV Media e Grupo Globo, com coberturas relacionadas a esportes eletrônicos, futebol, MMA, basquete e atualidades.



