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Debate com candidatos ao Governo de Minas tem embates sobre dívida, servidores, segurança e transporte

Após ausências, debate da Globo reune pela primeira vez na campanha Cleitinho, Patrus Ananias, Alexandre Kalil, Mateus Simões, Flávio Roscoe e Gabriel Azevedo no mesmo palco

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Dívida de Minas, reajuste de servidores, feminicídio e transporte metropolitano estiveram entre os temas do primeiro bloco • Divulgação/Globo Minas

Nesta terça-feira (29), ocorre o primeiro debate em que os seis principais concorrentes ao Palácio Tiradentes participaram juntos de um confronto na televisão. Cleitinho Azevedo (Republicanos), Patrus Ananias (PT), Alexandre Kalil (PDT), Mateus Simões (PSD), Flávio Roscoe (PL) e Gabriel Azevedo (MDB) dividem o palco depois de uma sequência de debates marcada por ausências de diferentes candidatos.

No primeiro bloco do debate promovido pela Globo, os candidatos discutiram dívida do Estado, reajuste de servidores, segurança pública, feminicídio, cultura, turismo e transporte metropolitano, além de trocar críticas sobre gestões anteriores e propostas apresentadas durante a campanha.

Ao tratar da dívida de Minas com a União, Patrus diz que pretende negociar um prazo maior para o pagamento caso seja eleito e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja reconduzido à Presidência.

O petista reconheceu que o débito, estimado por ele em cerca de R$ 200 bilhões, terá de ser pago, mas afirmou que o estado também possui uma “dívida social” que exige investimentos em educação, saúde e segurança pública. 

Pressionado por Roscoe a explicar de onde sairiam os recursos, Patrus defendeu uma revisão dos benefícios tributários concedidos pelo estado.

“Nós temos isenções fiscais e vamos trabalhar para acabar com essas isenções fiscais. Mais de R$ 25 bilhões de isenções fiscais, pessoas ricas que podem pagar”, afirmou. 

Servidores públicos

O reajuste dos servidores colocou Cleitinho Azevedo (Republicanos) e Gabriel Azevedo (MDB) frente a frente. Gabriel citou sua experiência como presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte e afirmou que criou uma mesa permanente de negociação com os servidores e concedeu reajuste acima da inflação. Ele defendeu a adoção de mecanismo semelhante no governo estadual. 

Cleitinho, por sua vez, prometeu conceder recomposição anual a todas as categorias e afirmou que servidores da segurança, educação e saúde seriam valorizados.

“O servidor não é problema, o servidor é a solução”, disse.

Kalil e Gabriel divergem sobre combate às facções

Gabriel questionou Kalil sobre o uso de bloqueadores de sinal de celular nos presídios mineiros. Kalil respondeu que considera a recomposição das forças policiais uma prioridade maior do que a instalação dos equipamentos.

O ex-prefeito de Belo Horizonte apontou que a Polícia Civil enfrenta déficit de pessoal e criticou a estrutura disponível para as corporações no estado. 

Gabriel rebateu e disse que pretende instalar bloqueadores em todos os presídios, além de criar um centro integrado de inteligência criminal em parceria com a Polícia Federal.

“O celular roubado vai lá para dentro, onde o crime organizado usa o seu celular roubado para continuar fazendo as operações de PCC e Comando Vermelho”, afirmou o candidato do MDB.

Feminicídio gera confronto entre Simões e Cleitinho

Simões questionou a Cleitinho sobre recursos destinados à segurança pública e afirmou que o senador não teria direcionado emendas para a área.

Cleitinho rebateu dizendo que investimentos em segurança são responsabilidade do Executivo estadual. O candidato também defendeu ações educativas nas escolas para prevenir a violência contra mulheres desde a infância.

Simões disse que a atual gestão ampliou delegacias de atendimento às mulheres e a Patrulha Maria da Penha e defendeu que o combate à violência doméstica também passe pela autonomia financeira das vítimas. 

O confronto ganhou tom pessoal no fim, quando Cleitinho acusou Simões de copiar uma proposta de monitoramento da criminalidade e disse que o adversário estava “viciado” nele. “Mateus, aceita que dói menos."

Patrus e Simões discutem cultura e turismo

Cultura e turismo também colocaram Patrus e Simões em lados opostos. Patrus destacou o patrimônio histórico, natural e cultural de Minas e defendeu o setor como instrumento de geração de emprego e renda, citando as cidades históricas, a cultura popular e os rios mineiros. 

Simões respondeu criticando a distribuição dos recursos destinados à cultura durante governos petistas e afirmou que sua gestão ampliou a participação do interior nos investimentos.

O governador também voltou a atacar a administração de Fernando Pimentel (PT) e associou cultura e turismo a uma estratégia de desenvolvimento econômico regional.

Transporte público

O bloco terminou com um confronto entre Kalil e Roscoe sobre o transporte público metropolitano, quando o candidato do PL defendeu ampliar a integração do sistema, estender o horário de determinadas linhas e melhorar a malha metroviária da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo ele, a expansão deveria ser feita de forma pontual para atender pessoas que trabalham ou estudam em horários diferentes.

Kalil concentrou as críticas nos subsídios pagos às empresas de ônibus e relembrou sua passagem pela Prefeitura de Belo Horizonte. “Nós ficamos quatro anos em Belo Horizonte sem dar um tostão de subsídio para ninguém e congelamos a passagem de ônibus”, afirmou.

O ex-prefeito disse ainda que é preciso ter “coragem para não entupir empresário de ônibus de dinheiro”.

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Jornalista pela PUC Minas e pós-graduanda em Política e Relações Internacionais. Atuou na Rede Minas, no Estado de Minas e em assessoria de imprensa, com experiência em reportagem, produção de conteúdo e cobertura de temas de interesse público

 

 

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