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Carla Zambelli lança vaquinha e afirma que Moraes 'destruiu' a vida dela

Ex-deputada federal Carla Zambelli recorre às redes sociais pedindo ajuda financeira, afirmando que decisões de Alexandre de Moraes destruíram sua vida. Ela relata impedimentos para abrir conta ou receber salário na Itália, onde enfrenta processos de extradição.

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A ex-deputada federal Carla Zambelli • Reprodução

A ex-deputada federal Carla Zambelli recorreu às redes sociais nesta terça-feira (3) para pedir ajuda financeira aos seus seguidores. Atualmente na Itália, Zambelli alega que decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes "destruíram" sua vida, impedindo-a de abrir contas bancárias ou receber salários no país europeu.

Em publicação no Instagram, a ex-deputada detalhou a situação. "Moraes destruiu a minha vida, porque além de ter bloqueado tudo, tudo meu, ele também me impediu que eu abrisse conta corrente em qualquer lugar do mundo, porque ele colocou na Interpol um crime de invasão com prejuízo financeiro que dá a entender que eu roubei um banco", afirmou.

Zambelli fugiu para a Itália em maio de 2025, após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

No vídeo publicado, a ex-deputada anunciou a criação de uma comunidade online. Nela, seguidores podem se inscrever e doar R$ 50 mensais. Em troca, Zambelli promete "conteúdos exclusivos de várias áreas de conhecimento".

"Nós vamos falar sobre tudo, e também vou passar um pouco da experiência que eu tive na prisão, e o que que isso me ensinou", disse Zambelli na gravação.

A ex-deputada, porém, não explicou como pretende ter acesso ao dinheiro arrecadado, dado que afirma estar proibida de manter contas bancárias em seu nome.

Consultado pela CNN Brasil, o link para acesso à comunidade apareceu como "indisponível".

Carla Zambelli foi presa em Roma, na Itália, em 29 de julho de 2025, depois de deixar o Brasil. Condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a dez anos de prisão por envolvimento na invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ela viajou ao país europeu, do qual possui cidadania, antes da sentença ser decretada. O governo brasileiro solicitou sua extradição para que a pena fosse cumprida no Brasil.

Em março de 2026, a Corte de Apelação de Roma autorizou a extradição no caso relacionado ao CNJ, mas a defesa da ex-deputada recorreu. Em 22 de maio, a Corte de Cassação, última instância judicial italiana, rejeitou o pedido de extradição, e Zambelli foi solta após quase dez meses de prisão.

Um segundo pedido de extradição, referente a uma condenação de cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, continua em tramitação. Nesse processo, a autorização para entrega ao Brasil foi anulada em julho, com determinação de um novo julgamento.

A análise do segundo pedido está marcada para 24 de novembro, após dois adiamentos. O mais recente ocorreu em 27 de outubro, quando a defesa alegou não ter tido acesso aos documentos enviados pelo Brasil sobre as condições da Penitenciária Feminina do Distrito Federal, conhecida como Colmeia, onde Zambelli deverá ficar caso seja extraditada. A ex-deputada aguarda a decisão em liberdade na Itália.

A CNN Brasil procurou o ministro Alexandre de Moraes para que se manifestasse a respeito da publicação da ex-deputada, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto.

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