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Caminhoneiros cobram acordo antes de reunião com Boulos

Caminhoneiros cobram o cumprimento do piso mínimo do frete e apontam risco de uma nova greve nacional

Por e , Brasília
Caminhoneiros falam em greve
Caminhoneiros falam em greve • Marcelo Camargo/Agência Brasil

Às vésperas de reuniões com o governo e de um encontro com o ministro da Secretaria-Geral do governo Lula (PT), Guilherme Boulos, caminhoneiros cobram o cumprimento do piso mínimo do frete e voltam a apontar um risco de uma nova greve nacional. O encontro ocorre em meio à alta do diesel.

Diante da pressão, o governo federal editou uma medida provisória para garantir o pagamento do piso e iniciou uma série de reuniões em Brasília ao longo da semana. A expectativa da categoria é de que o Executivo mantenha firmeza para evitar o avanço da greve.

Em entrevista à Rádio Itatiaia, nesta terça-feira (24), o presidente da Federação Nacional dos Transportadores de Combustíveis, Irani Gomes, afirmou que o principal objetivo das reuniões é assegurar que as medidas anunciadas sejam, de fato, colocadas em prática.

“O governo tomou as medidas para que o piso mínimo do frete venha a ser cumprido pelos embarcadores, para que não venha deflagrar uma greve nacional”, disse ele.

A medida provisória já está em vigor, mas o governo pediu um prazo de até sete dias para adequar um sistema integrado que permita o controle do cumprimento da tabela de frete. A ferramenta deve conectar a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aos fiscos estaduais, impedindo que cargas circulem sem respeitar os valores mínimos.

Segundo Gomes, a expectativa é de que, com o sistema funcionando, não haja brechas para descumprimento. “Se não pagar o piso mínimo, não sai o documento. E, sem documento, a carga não pode circular”.

A reunião com Guilherme Boulos é tratada como uma tentativa de aproximação entre o governo e a categoria, que reclama da falta de diálogo ao longo dos últimos anos. A expectativa é que o encontro ajude a destravar negociações e ampliar o entendimento sobre a realidade do setor, responsável por cerca de 80% do transporte de cargas no país.

“O primeiro ponto é o sistema funcionar. Se não funcionar, a gente volta a discutir a paralisação”, disse o presidente da federação.

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Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast "Abrindo o Jogo", que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.