Câmara de BH barra troca de nome do Anel Rodoviário para homenagear Fuad Noman
Apesar de reconhecer o texto como constitucional e legal, o relator do projeto na CLJ alegou que a proposta contraria lei municipal

O Projeto de Lei (PL) que propõe mudar o nome do Anel Rodoviário Celso Mello de Azevedo para Anel Rodoviário Fuad Noman, de autoria do prefeito de Belo Horizonte, Álvaro Damião (União Brasil), foi barrado pela Comissão de Legislação e Justiça (CLJ) da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH).
O relator, ao justificar o parecer, alegou acreditar na "boa vontade" de Damião ao apresentar o projeto. Porém, afirmou que é preciso ter "respeito" pelas homenagens já feitas a outras personalidades importantes para o município. "Daqui a quatro, cinco ou até seis legislaturas, será que as nossas homenagens não serão sobrepostas por outras? Então, precisamos ter respeito com a geração que passou e coerência com a próxima que virá", declarou.
O filho do ex-prefeito, que tem o mesmo nome do pai, Celso Mello, acompanhou a sessão na CLJ. Aos parlamentares, ele disse que vinha "trabalhando", buscando apoio de empresas que atuam no Anel, para que o projeto não avançasse. "Fuad Noman foi uma pessoa excepcional. Tive a honra de trabalhar junto do prefeito durante a Copa do Mundo [em 2014], morou no mesmo prédio do meu pai, eram grandes amigos. Tenho certeza de que, inclusive, lá em cima, nesta hora, o doutor Celso e o doutor Fuad estão comemorando essa solução", expressou.
Ao final, três parlamentares — Altoé, Uner Augusto (PL) e Michelly Siqueira (PRD) — acompanharam o voto do relator. O vereador Edmar Branco (PCdoB) foi o único contrário ao parecer.
Com a rejeição, o Executivo pode aceitar o parecer ou encaminhar um recurso solicitando a votação do texto no plenário da Câmara.
Jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem anterior pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, integra a cobertura da editoria de Política.



