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Pré-candidata ao Senado, Marília defende novas medidas para a dívida de Minas

Ex-prefeita de Contagem, petista disse que pretende atuar em novas soluções para a dívida do estado

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Ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT) • Bruno Nogueira / Itatiaia

A ex-prefeita de Contagem e pré-candidata ao Senado, Marília Campos (PT), defende que a discussão sobre a dívida de Minas Gerais seja estendida para medidas adicionais além do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). A declaração foi dada nesta quarta-feira (6) em entrevista exclusiva a Itatiaia, durante o 41° Congresso da Associação Mineira de Municípios (AMM).

Segundo a ex-prefeita, o Propag é uma medida boa para o estado, mas precisa de um complemento para aliviar o caixa. Atualmente, a dívida de Minas Gerais com a União está estimada em R$ 200 bilhões, sendo refinanciada no programa em até 30 anos com juros reduzidos e a possibilidade de uso do estoque em investimentos no próprio estado.

"O endividamento do nosso estado, atualmente está em R$ 213 bilhões. Isso poderá significar um desencaixe anual de R$ 6 bilhões. Quer dizer, se Minas paga R$ 6 bilhões de dívida, qual é o recurso que terá para investimento? Nenhum. Estrada? Zero. Fortalecer o serviço público com valorização de servidor? Zero", declarou Marília.

A ex-prefeita defende que os investimentos do programa, atualmente travados em educação, sejam liberados para as demais necessidades dos estados. Ela também ressalta a necessidade de alongar o prazo de pagamento e um mecanismo de diminuição total o valor total do débito.

"Nós precisamos renegociar a dívida do estado para que a gente tenha o valor principal da dívida diminuído e ela seja dilatada num prazo maior de pagamento. Aí teremos recurso do estado para garantir investimentos nas nossas cidades. Eu pretendo atuar nisso", completou.

Pacheco

O Propag foi um projeto criado pelo senador Rodrigo Pacheco (PSB), favorito do presidente Lula para disputar o Governo de Minas Gerais nas eleições de outubro. O parlamentar, contudo, vive um impasse se será ou não candidato. Ele deve anunciar uma decisão até o final de maio.

Questionada sobre a possibilidade de ter uma candidatura interna do PT, caso Pacheco não dispute, Marília afirmou que o partido tem estrutura, mas reforçou que o Plano A é o senador. "Acho que a gente não pode julgar o desejo do senador Rodrigo. Avalio que ele fará o que Minas precisa, ele tem um compromisso com o povo e com as nossas cidades. E acredito que ele virá candidato", completou.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.