A proposta que Lula vai levar para Trump na reunião desta quinta-feira (7), nos EUA
Aproximação dá continuidade a um movimento iniciado em abril, quando Brasil e Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação

O vice-presidente Geraldo Alckmin demonstrou otimismo nessa terça-feira (5,) ao projetar o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o republicano Donald Trump, agendado para a próxima quinta-feira (7), em Washington. Para Alckmin, a reunião, que ocorre após meses de tratativas, representa uma oportunidade estratégica para a formalização de acordos bilaterais em diversas frentes, reforçando que a postura brasileira é de total abertura ao diálogo, sem temas proibitivos na mesa de negociação.
Durante entrevista à GloboNews, o vice-presidente detalhou que a pauta do encontro é extensa e abrange desde discussões sobre big techs e regulação digital — com foco na proteção de crianças e famílias por meio do que chamou de "ECA digital" — até investimentos em data centers e terras raras. Alckmin ressaltou ainda a importância de debater políticas tarifárias e não tarifárias, enfatizando o desejo do governo brasileiro de atrair mais capital norte-americano para o País.
Um dos pilares centrais da visita será o combate ao crime organizado transnacional. Lula pretende apresentar a Trump uma proposta de cooperação voltada à repressão de organizações que operam além das fronteiras, focando no controle de fluxos financeiros e em investigações conjuntas. Segundo Alckmin, o objetivo é criar uma parceria robusta que atinja o contrabando de combustíveis e o tráfico de drogas e armas, temas considerados extremamente relevantes para a segurança de ambas as nações.
Essa aproximação dá continuidade a um movimento iniciado em abril, quando Brasil e Estados Unidos firmaram um acordo de cooperação para intensificar a interceptação de cargas ilícitas. A medida central dessa parceria é o projeto MIT (Mutual Interdiction Team), que estabelece um canal de compartilhamento de informações em tempo real entre a Receita Federal brasileira, com apoio da Polícia Federal, e o U.S. Customs and Border Protection (CBP). A intenção é que flagrantes de mercadorias ilegais, como peças de fuzis oriundas de portos americanos, gerem notificações imediatas para investigações na origem.
Embora o diálogo tenha avançado, ainda existem pontos de divergência ideológica, como a intenção da administração Trump de classificar facções brasileiras como organizações terroristas, medida que não conta com o respaldo do governo Lula. Apesar das diferenças, o Palácio do Planalto mantém a confiança de que o fortalecimento da inteligência e das operações conjuntas prevalecerá como o foco principal da agenda bilateral.
Com informações de Estadão Conteúdo32
A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.



