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Nunes Marques arquiva ação de Bolsonaro contra Lula por chamá-lo de 'genocida'

Ministro seguiu parecer da PGR e entendeu que declarações ocorreram no contexto da disputa eleitoral de 2022

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O ministro Kassio Nunes Marques, do STF
O ministro Kassio Nunes Marques, do STF • Carlos Moura/SCO/STF

O ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma ação apresentada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT) por supostos crimes contra a honra durante a campanha eleitoral de 2022.

Na ação, Bolsonaro acusava Lula e Gleisi de ofensas por declarações em que foi chamado de “genocida” e associado ao assassinato da vereadora Marielle Franco e à atuação de milícias.

Ao decidir pelo arquivamento, Nunes Marques seguiu o entendimento da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou que as manifestações ocorreram dentro do contexto político-eleitoral e não configuram crime.

“O Ministério Público, titular da ação penal, sustentou a ausência de tipicidade penal dos fatos”, escreveu o ministro na decisão.

Segundo a PGR, as falas atribuídas a Lula devem ser interpretadas como críticas políticas à gestão do então presidente Jair Bolsonaro, especialmente no contexto da pandemia da Covid-19 e do debate eleitoral de 2022.

No caso da deputada Gleisi Hoffmann, a manifestação da Procuradoria ressaltou que as declarações estão protegidas pela imunidade parlamentar, prevista na Constituição Federal.

Com a decisão, o STF encerra a tramitação do processo.

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Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.