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Messias sinaliza estar disposto a fazer o que Lula pedir para ficar no governo

Atual advogado-geral da União indicou não pretender se manter no cargo, mas aceitaria integrar o Ministério da Justiça

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O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado para o Supremo Tribunal Federal
Geraldo Magela/Agência Senado

Após sofrer rejeição histórica e não conseguir o aval do Senado para compor o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, atual advogado-geral da União, indicou estar disposto a seguir qualquer pedido de Lula para permanecer no governo.

O indicado de Lula ao STF estava de férias para se dedicar à sabatina. Após a derrota, retomou a agenda nesta semana, ainda sem uma definição sobre sua situação.

Messias havia dito a aliados que não pretendia seguir no cargo da Advocacia-Geral da União (AGU). Porém, em uma conversa com Lula na segunda-feira (5), o chefe do Executivo teria pedido serenidade a ele, afirmando que conta com Messias no governo, mas sem um convite formalizado a qualquer cargo. A informação é da CNN.

Ainda segundo divulgado pela CNN, há a possibilidade de Messias integrar o Ministério da Justiça, atualmente sob o comando do ministro Wellington César e Lima, indicado pela ala baiana do Partido dos Trabalhadores (PT), com apoio do senador e líder do governo Jaques Wagner (PT-BA) que foi responsável pela articulação da indicação de Messias ao STF. É esperado que ele aceite o convite, caso fosse um pedido de Lula.

A derrota de Messias foi a primeira vez desde 1894 que os senadores rejeitam uma indicação do presidente da República ao Supremo. Messias foi rejeitado por 42 votos a 34. A votação foi secreta. Ele precisava de ao menos 41 dos 81 senadores, a maioria absoluta.

Lula ainda avalia a reação que terá diante da derrota histórica. Enquanto isso, petistas defendem o "tudo ou nada", com a demissão de nomes ligados ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), do governo e a retomada do discurso contra o Congresso Nacional.

Por outro lado, uma ala do governo aponta haver um risco de Lula sair ainda mais enfraquecido do processo, com um aumento de apoio ao centrão à campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.