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Áurea reforça desejo de 'dobradinha' com Marília na disputa ao Senado em Minas

A ex-deputada federal e pré-candidata afirmou que ambas as candidaturas do campo progressista podem disputar, em conjunto, as duas cadeiras disponíveis

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Áurea foi deputada federal e vereadora de Belo Horizonte. • Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados.

A pré-candidata ao Senado Federal por Minas Gerais, Áurea Carolina (PSOL-MG), voltou a defender uma "dobradinha" com a ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT-MG), para a campanha eleitoral.

As duas, até o momento, são as únicas mulheres do campo progressista pleiteando uma cadeira por Minas no Senado.

Em conversa com a Itatiaia, durante o 41º Congresso Mineiro de Municípios, em Belo Horizonte, a ex-deputada declarou que "um voto não exclui o outro" e que acredita ser possível uma eleição em que ela e a ex-prefeita sejam candidatas viáveis para as duas vagas disponíveis pelo estado. "É possível votar, por exemplo, na Marília Campos e em mim, e isso ser um ganha-ganha. É o que eu tenho defendido: uma dobradinha", explicou.

As pré-candidatas, Áurea e Marília, tentam quebrar um jejum histórico de mulheres mineiras no Senado, já que a primeira mulher eleita para representar Minas na Câmara Alta do Congresso Nacional também foi a última a ocupar o cargo.

Júnia Marise foi vereadora de Belo Horizonte entre 1970 e 1974 e, depois, elegeu-se deputada estadual, em 1974.

Na eleição seguinte, elegeu-se deputada federal, sendo a primeira mulher mineira na Câmara desde o AI-5, da Ditadura, que cassou a parlamentar Nísia Carone.

Em 1986, Júnia foi vice-governadora na chapa de Newton Cardoso e, na campanha de 1990, venceu a disputa para o Senado.

Esse ganha-ganha, para além de tudo, é uma concepção da política que eu faço, de coletividade, compartilhamento, generosidade, solidariedade e valores que a gente não está vendo muito por aí hoje em dia.

Esse ganha-ganha, para além de tudo, é uma concepção da política que eu faço, de coletividade, compartilhamento, generosidade, solidariedade e valores que a gente não está vendo muito por aí hoje em dia.

disse Áurea.
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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal de Minas Gerais, com passagem pela Rádio UFMG Educativa. Na Itatiaia, já foi produtora de programas da grade e repórter da Central de Trânsito Itatiaia Emive.