Simões reitera desejo de unificação da direita e diz que conversa semanalmente com Cleitinho
Governador de Minas e pré-candidato à reeleição disse que esquerda só tem chance de vitória em Minas caso a direita se bombardeie

O governador Mateus Simões (PSD) segue no intuito de reunir o campo da direita e centro-direita em torno de sua candidatura à reeleição. Em entrevista à Itatiaia, ele afirmou que conversa semanalmente com o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) e que a esquerda só venceria o pleito pelo Executivo Estadual se o campo oposto se enfraquecesse com ataques entre si.
Questionado sobre o fato de ainda não ter experimentado um crescimento significativo nas pesquisas de intenção de voto, Simões disse que não se preocupa com os números e aposta em se tornar mais conhecido do eleitorado mineiro. O governador, no entanto, direcionou seu foco no esforço de concentrar a direita em torno de seu nome.
“Vou continuar fazendo um esforço de unificação da centro-direita. Que não é tanto uma questão de quanto eu estou pontuando, mas mais uma questão de não dar espaço para a esquerda ir para o segundo turno com um de nós, porque isso dá para a esquerda uma chance que ela não teria jamais. A esquerda não tem nenhuma possibilidade de ganhar a eleição em Minas Gerais, a menos que a direita comece a se bombardear”, declarou.
Desde o ano passado, Simões tem se manifestado publicamente a favor de que Cleitinho, líder em todas as pesquisas de intenção de voto, não concorra ao Governo de Minas e se alinhe a ele. Ele brincou sobre a indefinição do parlamentar e também disse que sua relação com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) está pacificada.
“Acho que a minha relação com o Nikolas está bem pacificada e bem encaminhada. Se o PL vai ter candidato ou não, isso é uma outra discussão que tem mais a ver com Flávio Bolsonaro do que qualquer outra coisa. Com Cleitinho, apesar de eu ter conversas semanais com ele, é uma decisão que ele vai tomar no final de julho, começo de agosto. Ele não vai tomar essa decisão antes disso, ele não precisa e eu não vou sofrer com isso não. Eu brinquei que estou igual a ele. Ele falou para esperar a Copa, estou esperando. Nós vamos ganhar a Copa, então vai demorar para acabar”, afirmou.
Mesmo que o senador se posicione sobre disputar o pleito entre avanços e recuos, ele já manifestou descontentamento sobre comentários que sugerem que ele não participe da corrida pelo Palácio Tiradentes.
Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.



