Belo Horizonte
Itatiaia

Bolsonaro tem crise de soluço e relata dores no ombro, aponta boletim médico

Ex-presidente apresentou fadiga, tensão cervical e limitação de movimentos; quadro exige continuidade de fisioterapia e acompanhamento clínico

Por
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)
O ex-presidente Jair Bolsonaro • Tânia Rêgo / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou um novo episódio de soluço e relatou dores no ombo ao longo da semana, segundo boletim médico encaminhado nesta sexta-feira (10) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com o documento, a crise de soluços provocou aumento de tensão na região cervical, o que resultou em dores na região dorsal. Diante do quadro, foram realizadas intervenções com agulhamento, liberação miofascial e aplicação de laserterapia.

“Devido à presença de crise de soluços, observou-se aumento de tensão na região cervical, acompanhado de dor na região dorsal”, informa o boletim.

O relatório médico também aponta que Bolsonaro apresentou dor no ombro, com limitação de movimentos, o que o impediu de realizar parte dos exercícios de fisioterapia.

Em sessões posteriores, no entanto, houve evolução, com a introdução de exercícios de fortalecimento utilizando resistência elástica para ativação muscular da região.

Segundo o cardiologista Brasil Caiado, que acompanha o ex-presidente, Bolsonaro segue sob cuidados médicos durante o cumprimento de prisão domiciliar.

A recomendação é de continuidade do protocolo de fisioterapia três vezes por semana, além de reabilitação cardiorrespiratória seis vezes por semana. Também foram iniciados exercícios de força para os membros inferiores, com o objetivo de melhorar o equilíbrio e reduzir o risco de quedas.

“Recomenda-se a continuidade do acompanhamento fisioterapêutico, com progressão gradual dos exercícios conforme tolerância, mantendo foco no preparo pré-operatório, controle da dor e equilíbrio muscular”, diz o boletim.

Prisão domiciliar

No mês passado, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, autorizou que Bolsonaro cumpra prisão domiciliar por 90 dias, em razão do seu estado de saúde.

Antes disso, o ex-presidente chegou a ser internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital DF Star, em Brasília, com diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral de provável origem aspirativa.

A decisão levou em conta parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), favorável à flexibilização do regime.

Com isso, Bolsonaro deixou a cela especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, e passou a cumprir em casa a pena de 27 anos e 3 meses de prisão por envolvimento na tentativa de golpe de Estado.

Por

Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.