Conselho de Ética aprova cassação do mandato de Chiquinho Brazão, acusado de mandar matar Marielle
O Conselho de Ética aprovou, por 15 votos a 1, o pedido de cassação do mandato do deputado Chiquinho Brazão, apresentado pelo PSOL

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados decidiu aprovar a cassação, por 15 votos a 1, do mandato do deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ). Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora carioca Marielle Franco. O parlamentar está preso desde março na penitenciária federal de Campo Grande (MS).
O parlamentar é acusado de ser um dos mandantes da morte da vereadora, em 2018. O motorista dela, Anderson Gomes, também foi morto. Na Câmara, a ação foi protocolada pelo PSOL, ao qual Marielle era filiada, por suposta quebra de decoro parlamentar.
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O deputado ainda poderá recorrer da decisão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que terá o prazo de até 5 dias úteis para analisar o recurso. Se o pedido for considerado improcedente, o processo vai direto para o plenário da Câmara, que deverá dar a palavra final sobre o caso.
Para que a cassação seja aprovada em definitivo, serão necessários ao menos 257 votos dos 513 deputados que formam parte da Câmara dos Deputados.
Choro em audiência
O deputado Chiquinho Brazão chorou durante audiência virtual com testemunhas do caso, realizada nesta terça-feira (27) pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
O choro aconteceu após parentes dele ingressarem no ambiente virtual da audiência. Emocionado, Chiquinho Brazão mandou beijos e acenou para os familiares.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia.



