Ministro cita Emicida após ataques de presidente da Câmara: ‘rancor é igual tumor’
Em evento no Rio de Janeiro, Alexandre Padilha preferiu não rebater as acusações feitas por Arthur Lira e disse que relacionamento com o Congresso não é ruim

Chamado de “incompetente” e “desafeto pessoal” pelo presidente Arthur Lira (PP-AL) na quinta-feira (11), o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, rebateu as falas e disse que não vai "descer ao nível" do deputado. O ministro é responsável pela articulação política do governo e desde o ano passado tem enfrentado desgaste com o presidente da Câmara, com quem não dialoga desde maio do ano passado.
“Sinceramente, não vou descer a esse nível. Sou filho de uma alagoana arretada que sempre disse que, se um não quer, dois não brigam” disse Padilha ao ser questionado sobre as falas de Lira.
Padilha, que já era alvo de Lira há tempos, entrou na mira do presidente da Câmara em 2024, após dizer ao Planalto que não negociaria mais com o interlocutor escalado pelo presidente, acusado de não cumprir com promessas feitas aos deputados.
Nesta semana, antes dos ataques de Lira, Lula já havia defendido o ministro e garantido que ele seria mantido no cargo. “O Padilha, possivelmente, tem o cargo mais espinhoso no governo, mais espinhoso. Porque ele é o cara que lida no Congresso Nacional. É a pessoa que se relaciona com os 513 deputados e, às vezes, ainda sobra tempo e ele tenta se relacionar com os senadores. A demanda é muito grande”, disse Lula, na ocasião.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio



