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Bigodes dos cachorros: saiba por que não se deve aparar essas estruturas

Os pelos mais rígidos presentes no focinho e acima dos olhos dos cães não são apenas uma característica da aparência. Chamados de vibrissas, eles fazem parte de um sistema sensorial especializado e podem ajudar o animal a perceber estímulos ao redor

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Bigodes dos cachorros: saiba por que não se deve aparar essas estruturas
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Quando alguém fala em bigodes de animais, é comum pensar imediatamente nos gatos. Mas os cães também possuem essas estruturas, que ficam principalmente ao redor do focinho, acima dos olhos e em outras regiões da face.

Conhecidos cientificamente como vibrissas, esses pelos são diferentes da pelagem comum. Eles estão ligados a folículos especializados, com grande quantidade de terminações nervosas capazes de transmitir informações sensoriais.

Uma pesquisa publicada em 2020 na revista científica Kleintierpraxis analisou a importância dessas estruturas na anatomia dos cães. Os autores destacaram que as vibrissas fazem parte de um órgão sensorial funcional e não devem ser consideradas pelos comuns que podem ser aparados por razões estéticas.

Para que servem os bigodes dos cães?

As vibrissas ajudam o animal a perceber estímulos próximos ao rosto. Quando entram em contato com algum objeto ou sofrem alterações provocadas pelo movimento do ar, podem transmitir informações ao sistema nervoso.

Esses sinais contribuem para que o cachorro perceba melhor o ambiente ao redor, especialmente em situações nas quais objetos estão muito próximos do focinho ou dos olhos.

Segundo a médica-veterinária e pesquisadora Dorothea Döring e colaboradores, em estudo publicado em 2025, o sistema de vibrissas dos cães apresenta características anatômicas e funcionais que justificam sua importância sensorial.

Os pesquisadores também observaram respostas comportamentais associadas ao contato com essas estruturas, reforçando que elas não são apenas pelos decorativos.

Aparar os bigodes pode prejudicar o animal?

Sim. Embora alguns procedimentos estéticos incluam o corte dos pelos do focinho, as vibrissas não devem ser aparadas sem necessidade clínica.

A retirada dessas estruturas pode reduzir temporariamente a capacidade do cachorro de receber determinados estímulos táteis. Por isso, a recomendação é preservá-las durante a tosa e os cuidados de higiene.

É importante lembrar que cortar uma vibrissa não significa necessariamente provocar dor como aconteceria ao cortar a pele, mas a estrutura tem uma função sensorial que não deve ser ignorada.

Como cuidar dos bigodes do cachorro?

O ideal é evitar puxar, cortar ou manipular excessivamente esses pelos. Durante a escovação e a tosa, o profissional responsável deve ter cuidado especial com a região do focinho e dos olhos.

Também vale observar alterações na aparência das vibrissas, principalmente quando houver queda excessiva, ferimentos ou irritação da pele.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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