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Já se perguntou por que os gatos têm bigodes tão grandes?

As chamadas vibrissas funcionam como sensores e ajudam os gatos a perceber o ambiente, se movimentar no escuro e até avaliar se conseguem passar por espaços estreitos

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gato bigodes
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Provavelmente, você já reparou nos longos bigodes que se destacam nas laterais do focinho de um gato. Apesar de parecerem apenas uma característica marcante da aparência desses animais, eles têm uma função muito mais importante.

Os chamados bigodes são, na verdade, vibrissas, estruturas sensoriais diferentes dos pelos comuns. Enquanto a pelagem ajuda a proteger e manter a pele aquecida, as vibrissas funcionam como verdadeiros sensores capazes de captar informações sobre o ambiente.

De acordo com um explicação publicada pela revista Superinteressante, na base de cada vibrissa existem folículos cheios de nervos. Quando o bigode encosta em algum objeto, essas estruturas enviam informações ao cérebro do gato. Dessa forma, o animal consegue perceber características do que está ao redor mesmo sem necessariamente enxergar.

Um verdadeiro radar

Essa capacidade é especialmente importante para a movimentação dos felinos. As vibrissas ajudam os gatos a explorar lugares escuros, caçar e até avaliar se conseguem atravessar determinados espaços estreitos.

Na prática, os bigodes funcionam como uma espécie de radar tátil. O contato com objetos e obstáculos fornece informações que ajudam o animal a entender melhor o espaço em que está.

A importância dessas estruturas começa ainda nos primeiros dias de vida. Os filhotes de gato nascem cegos e surdos, e as vibrissas estão entre os primeiros órgãos sensoriais que eles desenvolvem para interagir com o mundo.

E não é apenas no focinho que elas aparecem. Os gatos também possuem vibrissas acima dos olhos, no queixo e nas regiões dianteira e traseira das patas.

Os maiores bigodes do mundo animal

Embora os bigodes dos gatos pareçam enormes, eles estão longe de ser os mais impressionantes entre os animais.

Segundo a Superinteressante, as chinchilas, por exemplo, possuem vibrissas que podem ultrapassar um terço do comprimento do próprio corpo.

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Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.

 

 

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