Exército pesquisa linhagens de cães para criar nova geração de animais de guerra
Parceria com a Universidade Federal de Goiás e a Funape vai analisar características clínicas e genéticas de cães dentro do Projeto Raptor, iniciativa voltada ao desenvolvimento de uma linhagem funcional para atuar em operações especiais; atualmente, o Exército Brasileiro mantém 413 cães de guerra em 57 organizações militares

O Exército Brasileiro iniciou uma pesquisa para estudar as características clínicas e genéticas de cães que poderão fazer parte do Projeto Raptor, iniciativa voltada ao desenvolvimento de uma linhagem funcional de cães de guerra para atuação em Operações Especiais.
O trabalho será realizado pelo Comando de Operações Especiais do Exército em parceria com a Universidade Federal de Goiás (UFG) e a Fundação de Apoio à Pesquisa (Funape). Segundo o portal R7, a proposta é estudar um grupo de animais para identificar características que possam contribuir para a formação de cães destinados a diferentes atividades militares.
Os chamados cães de guerra, ou cães de trabalho, desempenham funções que vão muito além da companhia. Segundo o conteúdo divulgado pelo Exército, esses animais podem atuar em resgates, cenas de crime, patrulhamentos, abordagens, escoltas, controle de distúrbios e na proteção de instalações.
Eles também são treinados para localizar substâncias ilícitas, explosivos e armas, atividades que exigem preparação específica e grande capacidade de resposta.
Exército tem mais de 400 cães de guerra
Atualmente, o Exército Brasileiro conta com 413 cães de guerra distribuídos por 57 organizações militares. As principais raças utilizadas pela Força são o Pastor Belga Malinois e o Pastor Alemão.
O treinamento não é direcionado apenas aos animais. Os condutores também passam por preparação específica para trabalhar em situações de estresse e durante operações que podem exigir respostas rápidas.
A pesquisa do Projeto Raptor busca justamente aprofundar o conhecimento sobre os animais utilizados nessas funções. A caracterização clínica e genética poderá ajudar o Exército a estudar as linhagens de cães empregadas em atividades consideradas estratégicas para as Operações Especiais.
Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una. Com mais de 10 anos de experiência em jornalismo digital, é repórter do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Antes, foi responsável pelo site da Revista Encontro, e redator nas agências de comunicação Duo, FBK, Gira e Viver.



