O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), em colaboração com a Polícia Civil, deflagrou na manhã desta quinta-feira (28), a Operação “Sangria” para investigar desvio de recursos públicos e irregularidades em licitação na cidade de Congonhas. A ação resultou na apreensão de R$ 587 mil em dinheiro, além de equipamentos eletrônicos, e deu cumprimento a mandados em seis endereços entre Belo Horizonte e Congonhas.
A operação mira supostas irregularidades decorrentes de um termo de fomento firmado entre uma associação e o município de Congonhas. Este termo tinha por finalidade viabilizar a elaboração de projetos arquitetônicos, estruturais e de engenharia para a construção de um complexo hospitalar na região do Campo das Vertentes.
Durante as ações policiais, foram recolhidos R$ 587 mil em espécie, além de celulares, notebooks e computadores, todos considerados relevantes para subsidiar o Procedimento Investigatório Criminal (PIC) atualmente em andamento em segredo de justiça.
A força-tarefa contou com a atuação de dois promotores de Justiça, dois delegados, um escrivão e nove investigadores. O MPMG foi representado pela Procuradoria de Justiça Especializada em Ações de Competência Originária (PCO), com apoio do Grupo Especial de Promotores de Justiça de Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público (GEPP).
O nome “Sangria” foi escolhido como uma metáfora para “o sangramento” dos cofres públicos, alusão ao dinheiro que teria sido desviado do sistema de saúde através de práticas ilícitas. A Justiça determinou que os mandados de busca e apreensão fossem cumpridos em seis locais, incluindo residências de investigados e a sede da associação envolvida, tanto em Belo Horizonte quanto em Congonhas.