Está marcada para os dias 02 e 03 de dezembro, na cidade de Piranga (MG), a audiência de instrução e julgamento do processo contra Márcio da Silveira Coelho — policial penal da ativa acusado de atirar contra o carro em que estavam a menina Lavínia Freitas de Oliveira e Souza, de 10 anos, e seu pai, em 15 de junho de 2025. O caso mobilizou grande comoção e repercussão na Zona da Mata mineira, e será julgado por homicídio consumado com três qualificadoras, além de homicídio tentado também qualificado.
Lavínia foi atingida por disparo de arma de fogo na cabeça enquanto estava no banco do passageiro; o pai, segundo as investigações, dirigia o veículo. O pai e a filha voltavam da casa dos avós, quando o carro do policial teria “fechado” o veículo da família na estrada. Após os disparos, Lavínia foi socorrida e levada para a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora, onde permaneceu internada em estado grave até falecer no dia 16 de julho.
O réu foi preso em flagrante e, em 17 de junho, teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, sendo mantido sob custódia desde então.
A acusação será feita pelo advogado criminalista Wener Geraldo Carneiro Alvim. De acordo com ele, trata-se de “caso de extrema gravidade”, que envolve a morte de uma criança e tentativa de homicídio contra seu pai. Entre as qualificadoras destacadas, estão: motivo fútil, uso de meio que resultou em perigo comum e recurso que dificultou a defesa das vítimas. A condição funcional do acusado também está sob análise.