Valdir Barbosa | Picanha prometida completa quarto aniversário longe da mesa do brasileiro

O preço da carne bovina fez boa parte dos consumidores reduzir o consumo, optando pela de frango e suína, as alternativas mais baratas

Carne bovina teve alta de preço no Brasil

Amigas e amigos do Agro!

Produtores de carne bovina estão divididos no mercado. Quem exporta vê nos embarques novas marcas históricas no primeiro bimestre do ano, incluindo a primeira quinzena de março.

Entretanto, quem vive mais da produção para o mercado interno, vai percebendo que os preços do boi começaram a travar nos últimos 10 dias.

A queda do consumo de carne bovina é vista no mercado varejista. Os melhores cortes vão se concentrando cada vez mais na mesa do consumidor que tem um melhor poder econômico.

Os grandes supermercados, sacolões e casas de carnes de bairros com poder de consumo mais elevado, continuam garantindo boas vendas.

Com a redução do consumo e aumento dos estoques nas indústrias, os frigoríficos avaliam uma escala de abate mais alongada para escoar a carne que está nos estoques.

Os negócios entre frigoríficos e produtores começam a travar porque, o pecuarista que tem um boa estrutura, prefere deixar o gado no pasto.

Novos preços no mercado são esperados porque, se a guerra no Oriente Médio não para, a alta da carne que vinha desde janeiro vai continuar.

Outro ponto importante é que esse ano temos menos boi para o abate, tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos e Austrália, que são os maiores produtores e exportadores.

São Paulo abre a segunda quinzena de março com a arroba valendo R$ 347, queda de 1,5%. Minas Gerais mantem o valor de R$ 345.

Terminando hoje, mais uma rodada de negociações bilaterais entre Estados Unidos e China, em Paris, e a soja é assunto que interessa Brasil. Os americanos acertaram ano passado venda de 25 milhões de toneladas/ano para a China e estão querendo aumentar a cota.

Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.

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Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.

A opinião deste artigo é do articulista e não reflete, necessariamente, a posição da Itatiaia.

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