Amigas e amigos do Agro!
Produtores de carne bovina estão divididos no mercado. Quem exporta vê nos embarques novas marcas históricas no primeiro bimestre do ano, incluindo a primeira quinzena de março.
Entretanto, quem vive mais da produção para o mercado interno, vai percebendo que os preços do boi começaram a travar nos últimos 10 dias.
A queda do consumo de carne bovina é vista no mercado varejista. Os melhores cortes vão se concentrando cada vez mais na mesa do consumidor que tem um melhor poder econômico.
Os grandes supermercados, sacolões e casas de carnes de bairros com poder de consumo mais elevado, continuam garantindo boas vendas.
Com a redução do consumo e aumento dos estoques nas indústrias, os frigoríficos avaliam uma escala de abate mais alongada para escoar a carne que está nos estoques.
Os negócios entre frigoríficos e produtores começam a travar porque, o pecuarista que tem um boa estrutura, prefere deixar o gado no pasto.
Novos preços no mercado são esperados porque, se a guerra no Oriente Médio não para, a alta da carne que vinha desde janeiro vai continuar.
Outro ponto importante é que esse ano temos menos boi para o abate, tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos e Austrália, que são os maiores produtores e exportadores.
São Paulo abre a segunda quinzena de março com a arroba valendo R$ 347, queda de 1,5%. Minas Gerais mantem o valor de R$ 345.
Terminando hoje, mais uma rodada de negociações bilaterais entre Estados Unidos e China, em Paris, e a soja é assunto que interessa Brasil. Os americanos acertaram ano passado venda de 25 milhões de toneladas/ano para a China e estão querendo aumentar a cota.
Itatiaia Agro, Valdir Barbosa.