As ações do Janeiro Roxo em Minas Gerais ganharam reforço com a incorporação de testes moleculares para o diagnóstico e acompanhamento da hanseníase na rede pública de saúde. A iniciativa é conduzida pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, com a execução dos exames pela Fundação Ezequiel Dias. A medida integra a campanha de conscientização e enfrentamento da doença, que ocorre ao longo do mês de janeiro em todo o país.
A oferta dos testes moleculares representa uma ampliação do suporte laboratorial às estratégias do Janeiro Roxo no estado. Os exames auxiliam o diagnóstico clínico da hanseníase, contribuem para o acompanhamento do tratamento e apoiam a avaliação de contatos de casos confirmados. A utilização da tecnologia permite maior precisão na definição da conduta terapêutica, conforme os protocolos do Sistema Único de Saúde.
Os testes foram aprovados pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS e implantados pelo Ministério da Saúde. Em Minas Gerais, a realização ocorre no Laboratório Central de Saúde Pública, o Lacen-MG, vinculado à Funed. A descentralização do serviço reduz o tempo de resposta dos resultados, já que anteriormente as análises estavam concentradas em três laboratórios de referência no país.
Para viabilizar a ação durante o Janeiro Roxo, a Funed recebeu kits do Ministério da Saúde para a realização inicial de mais de 280 testes moleculares. A capacidade instalada permite a execução de cerca de 500 exames ao longo de 2026, de acordo com a demanda encaminhada pela rede de saúde. A oferta é inédita no âmbito estadual e amplia o apoio às equipes responsáveis pelo diagnóstico e acompanhamento dos pacientes.
A hanseníase permanece como um problema de saúde pública em Minas Gerais, com mais de mil casos notificados por ano. Em 2024, foram registrados 1.294 casos no estado. Em 2025, o número chegou a 1.080. Embora os índices de detecção estejam abaixo da média nacional, a Secretaria de Estado de Saúde destaca a importância da identificação precoce para interromper a transmissão e reduzir o risco de sequelas associadas à doença.
As ações do Janeiro Roxo em Minas incluem o fortalecimento da Atenção Primária à Saúde, a capacitação de equipes municipais e a ampliação das estratégias de busca ativa de casos. A incorporação dos testes moleculares se soma a esse conjunto de medidas, com foco na qualificação do diagnóstico e no acompanhamento adequado dos pacientes.
Além dos desafios assistenciais, a hanseníase ainda enfrenta barreiras relacionadas ao estigma social. A campanha do Janeiro Roxo busca ampliar a informação, estimular a procura pelos serviços de saúde e reforçar que a doença tem tratamento gratuito pelo SUS, com melhores resultados quando diagnosticada em fases iniciais.