O período de férias escolares tem sido apontado como momento para que pais e responsáveis verifiquem e atualizem o cartão de vacinação de crianças e adolescentes. A pausa no calendário escolar facilita o comparecimento às unidades de saúde e reduz impactos na rotina familiar, permitindo o cumprimento do esquema vacinal previsto no calendário nacional.
A orientação ocorre em razão da proximidade do início do ano letivo. Na rede estadual de ensino de Minas Gerais, as aulas retornam em 4 de fevereiro, reunindo estudantes em salas de aula, pátios e demais espaços coletivos. Esses ambientes favorecem a transmissão de doenças infecciosas, o que reforça a necessidade de proteção por meio da vacinação.
Entre as enfermidades monitoradas está o sarampo, doença viral transmitida por via respiratória. A vacinação permanece como principal forma de prevenção individual e coletiva. Em Minas Gerais, o controle da circulação do vírus foi alcançado a partir da ampliação da cobertura vacinal. Nos últimos cinco anos, foi registrado um único caso da doença no estado, classificado como importado.
Dados do sistema de vigilância em saúde indicam que a cobertura vacinal em Minas apresenta diferenças entre as doses aplicadas. A vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, exige duas doses para garantir a proteção completa. Em 2023, a cobertura da primeira dose alcançou 91,67%, enquanto a segunda dose chegou a 77,15%. Em 2024, a primeira dose superou a meta de 95%, com índice de 101,73%, enquanto a segunda dose ficou em 89,73%.
A diferença entre as doses indica a necessidade de acompanhamento contínuo do esquema vacinal. A atualização do cartão durante as férias escolares contribui para a redução de riscos no ambiente educacional e para a proteção coletiva no retorno das atividades escolares.
Além da tríplice viral, o calendário infantil inclui vacinas contra poliomielite, difteria, coqueluche e rubéola. A manutenção dessas coberturas está relacionada à oferta regular de imunizantes e à adesão das famílias ao calendário definido pelo Sistema Único de Saúde.
A vacina tríplice viral é ofertada de forma gratuita nas unidades básicas de saúde e nos vacimóveis em funcionamento no estado. O esquema prevê a primeira dose aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Pessoas até 59 anos podem receber a vacina conforme a situação vacinal registrada.
Em casos de sintomas como febre associada a manchas vermelhas na pele, tosse, coriza ou conjuntivite, a recomendação é procurar a unidade básica de saúde para avaliação e orientação.