Incêndio no Pico do Itacolomi alarma autoridades e comunidade

Na última segunda-feira, dia 22 de julho, um incêndio de grandes proporções atingiu a região

A seca prolongada e as queimadas têm afetado diversas regiões do Brasil. Com a chegada do inverno, a baixa umidade relativa do ar tem gerado condições propensas a incêndios florestais.

Dados dos primeiros seis meses de 2024, conforme levantamento da WWF Brasil e do programa queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, indicam um aumento recorde de incêndios em comparação ao mesmo período de 2022. O Pantanal, por exemplo, teve um aumento de 1.500% em focos de incêndio, e o Cerrado também apresentou altos índices de queimada, com recordes históricos desde o início das medições.

O Pico do Itacolomi, localizado entre Ouro Preto e Mariana, é uma das áreas afetadas. Na última segunda-feira, dia 22 de julho, um incêndio de grandes proporções atingiu a região, afetando a vegetação nativa e gerando preocupação entre as autoridades locais e a comunidade. O incêndio começou fora da área do Parque de Conservação Ambiental do Itacolomi e possivelmente iniciou em uma propriedade particular, se alastrando em função da vegetação seca. As chamas foram controladas pela manhã de ontem, dia 23 de julho.

O secretário de Meio Ambiente de Ouro Preto, Chiquinho de Assis, faz um alerta para a população neste clima seco. “Estou passando aqui para fazer um clamor às pessoas de Ouro Preto, para que, sobretudo nesse momento de seca, evitem essas queimadas no fundo de terreno. As pessoas podem perder o controle, prejudicando idosos, crianças e pessoas que sofrem com problemas respiratórios como rinite e pulmonares. É hora de rever esse tipo de comportamento, principalmente nesse período de seca. “Ações estão sendo tomadas, já identificamos o proprietário do terreno. A polícia militar, de meio ambiente, os bombeiros e a polícia civil estão investigando o caso. Isso tudo envolve recursos públicos e o tempo das autoridades policiais. Pedimos às pessoas que evitem essa prática, que é prejudicial ao meio ambiente e, principalmente, à saúde de crianças, idosos e pessoas com problemas pulmonares. Não devemos queimar materiais em nenhum momento do dia, pois o risco de perder o controle é real e pode resultar em tragédias para o meio ambiente, fauna, flora e também para nossos recursos hídricos”, concluiu Chiquinho de Assis, secretário de Meio Ambiente de Ouro Preto.

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Antônia Veloso tem 25 anos, é ouro-pretana e estudante de jornalismo na Universidade Federal de Ouro Preto. Se interessa por diversas temáticas, como jornalismo cultural, jornalismo político e jornalismo econômico.

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