A cultura mineira se desenvolveu e ainda permeia em torno da região dos Inconfidentes. Mariana, como a primeira cidade do estado, e Ouro Preto, que foi uma das cidades mais populosas das Américas em seu passado, carregam até hoje traços marcantes da história de Minas Gerais e do seu povo.
O Museu Boulieu e o Museu de Mariana são instituições patrocinadas pelo Instituto Cultural Vale e gerenciadas pelo Instituto Aurum. Neles, as histórias das respectivas cidades são contadas de maneira interativa e acessível, seja através de mediações e visitas comuns, ou por meio de grandes eventos.
Nesta semana, está sendo realizada a “Semana dos Museus”, destinada a dar visibilidade à atuação dessas instituições e ressaltar seus trabalhos com a comunidade.
Nathália Santos, coordenadora pedagógica do Museu Boulieu, fala sobre como colocar em prática essa idealização:
“Todos os anos, planejamos como transmitir temas complexos, como educação e pesquisa, para crianças e adolescentes. Criamos oficinas inclusivas que atendem diversas idades e necessidades. Nossas atividades promovem a acessibilidade e integram toda a comunidade.”
Ela complementa, contando a história do museu:
“O Museu Boulieu, criado graças à doação do casal Boulieu, exibe cerca de 1.200 peças. Foca no barroco e no processo de colonização dos reinos ibéricos, destacando os movimentos de resistência e a influência das culturas colonizadas na arte europeia.”
No Museu de Mariana, o foco são os marianenses. Nele, existem diversas exposições envolvendo a imagem, profissão e história de vida da população local.
Fabrício Mendes, coordenador de eventos, fala sobre a história da casa que abriga o museu e algumas de suas atrações.
“O casarão, de importância histórica, passou por uma reforma de nove anos e agora abriga um museu que narra a história da cidade. Além de museu, funciona como centro cultural, com projetos como Sílabas e Sons e já recebeu artistas como Zezé Mota e Gregório Duvivier.”