Vice de Trump diz que mulher executada por polícia imigratória interviu exercício da lei

Durante coletiva de imprensa na Casa Branca, sede do governo estadunidense, JD Vance chamou episódio de ‘tragédia criada pela extrema esquerda

JD Vance, vice presidente dos Estados Unidos, fala sobre a morte de cidadã americana por polícia imigratória em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (8)

O governo estadunidense realizou nesta quinta-feira (8) uma coletiva de imprensa para se pronunciar sobre a operação da ICE (Serviço de Imigração e Alfândega) que matou uma mulher em Minneapolis, no estado de Minnesota, nesta quarta-feira (7).

Durante o evento, JD Vance, vice-presidente dos Estados Unidos, defendeu a ação dos agentes e justificou a execução alegando que a vítima “estava lá para interferir em uma operação legítima de aplicação da lei”. Vance também afirma que a mulher morta pelos militares devia ter sofrido uma “lavagem cerebral” e ainda que ela devia ter sido “radicalizada”.

Ainda durante a coletiva de imprensa, JD Vance diz que a vítima participava de uma organização violenta que buscava impedir os planos do governo norte americano. “Uma rede de esquerda mais ampla para atacar, invadir, agredir e impossibilitar que nosso agentes da imigração fizessem seu trabalho”

O vice-presidente norte americano também afirmou durante a entrevista coletiva que o episódio se trata de uma “tragédia criada pela extrema esquerda”.

Relembre o caso

Uma operação do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) deixou uma mulher morta em Minneapolis, nos Estados Unidos, nesta quarta-feira (7). De acordo com reportagem da “CNN Brasil”, a vítima, uma mulher de 37 anos, morreu após ser baleada por um agente federal durante uma ação da agência na cidade.

Apesar de receber os primeiros socorros no local e ser transferida para o Centro Médico do Condado de Hennepin, a mulher não resistiu aos ferimentos e teve o óbito declarado no hospital.

Em nota oficial, o Departamento de Segurança Interna (DHS) defendeu a conduta do oficial, alegando que o disparo foi efetuado em legítima defesa. Segundo o comunicado, “manifestantes violentos” teriam utilizado um veículo como arma na tentativa de atropelar os agentes. O órgão afirmou que o funcionário agiu conforme seu treinamento para garantir a própria segurança e a de seus colegas diante do que classificou como um “ato de terrorismo interno”.

A justificativa federal, no entanto, foi duramente rebatida pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey. Em coletiva de imprensa, o governante classificou a versão do DHS como uma “grande mentira” e afirmou ter assistido a vídeos do incidente que contradizem o relato oficial.

Quem era a vítima

Renee Nicole Good era uma cidadã americana que morava com o marido nas Cidades Gêmeas (Minneapolis e St. Paul). “Renee era uma das pessoas mais gentis que já conheci. Era extremamente compassiva”, disse Donna Ganger, mãe da mulher, ao jornal.

Renee era mãe de uma criança de seis anos, cujo pai morreu em 2023. Morou em Colorado e no Kansas com os pais após a morte do marido, que era um veterano militar.

“Ela teve uma boa vida, mas uma vida difícil”, disse Tim Ganger, pai dela, ao veículo. “Ela era uma pessoa maravilhosa”.

Protestos

O episódio gerou uma onda de protestos pela região e manifestantes chegaram a entrar em combate com a polícia durante ato nesta quinta-feira (8).

* Informações com CNN

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.
Gustavo Monteiro é estagiário do Portal Itatiaia e estudante de jornalismo na UFMG. Natural de Santos-SP, possui passagens pela Revista B&R e Secretaria do Estado de Minas de Comunicação Social.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.

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