Manifestantes entraram em combate com a polícia nesta quinta-feira (8) durante um protesto pela morte da cidadã estadunidense Renee Nicole Good, de 37 anos. Ela foi atingida à queima-roupa por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, em inglês) nessa quarta (7) em Minneapolis, no estado de Minnesota, no Centro-Norte dos Estados Unidos.
Os disparos foram efetuados quando Renee tentava se afastar de agentes do ICE que estavam na lateral do carro que ela dirigia, alegando que a mulher bloqueava a passagem.
O incidente gerou um embate de versões entre o governo federal e as autoridades locais. Em nota, o Departamento de Segurança Interna (DHS) defendeu a conduta do oficial, alegando que o disparo foi efetuado em legítima defesa. Segundo o comunicado, “manifestantes violentos” teriam utilizado um veículo como arma na tentativa de atropelar os agentes.
A justificativa federal, no entanto, foi duramente rebatida pelo prefeito de Minneapolis, Jacob Frey. Em coletiva de imprensa, o governante classificou a versão do DHS como uma “grande mentira” e afirmou ter assistido a vídeos do incidente que contradizem o relato oficial.
“Eles estão tentando reverter isso como ato de legítima defesa. Eu mesmo vi o vídeo e quero dizer a todos diretamente: isso é uma besteira”, disse o prefeito, que completou: “dêem o fora de Minneapolis”.
Por meio de publicação realizada no X, antigo Twitter, o vice-presidente dos EUA, James David Vance, defendeu a ação dos agentes federais. “Aos radicais que os agrediram, divulgaram seus dados pessoais e os ameaçaram: parabéns, vamos trabalhar ainda mais para fazer cumprir a lei”, publicou
Pessoas que testemunharam o caso relatam a cena como “macabra”. Em entrevista a um jornal local, a mãe de Renee, Donna Ganger, disse que a filha “provavelmente estava apavorada” e não desejava um confronto com os agentes do ICE.
(Sob supervisão de Aline Campolina)