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Trump disse que as compras incluirão produtos agrícolas, medicamentos, equipamentos médicos e
“Em outras palavras, a Venezuela está se comprometendo a fazer negócios com os Estados Unidos da América como seu principal parceiro – uma escolha sábia e muito benéfica para o povo venezuelano e para os Estados Unidos”, escreveu.
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Na terça-feira (6), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já havia afirmado que o país pretende vender até 50 milhões de barris de petróleo entregues pelas autoridades interinas da Venezuela. Segundo Trump, a commodity será comercializada “a preço de mercado”, e os recursos obtidos ficarão sob controle do governo americano “para garantir que seja usado em benefício do povo da Venezuela e dos Estados Unidos”.
Nesta quarta-feira, o Departamento de Energia dos EUA informou que a receita proveniente da venda do petróleo venezuelano será depositada inicialmente em contas controladas pelo governo americano. De acordo com dois altos funcionários da Casa Branca ouvidos pela CNN, a gestão Trump estabeleceu uma série de exigências para que a Venezuela possa retomar a produção de petróleo.
Entre elas, estaria a condição de romper relações com China, Irã, Rússia e Cuba e firmar parceria exclusiva com os Estados Unidos na produção petrolífera. Segundo as fontes, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, teria apresentado essas condições à presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez. O próprio Rubio afirmou que o governo dos EUA acredita ter influência significativa sobre o mandato interino de Rodríguez.
Em meio à disputa, autoridades americanas apreenderam nesta quarta-feira um navio petroleiro ligado à Venezuela que operava com uma bandeira da Rússia pintada no casco. Na direção oposta, a China condenou o redirecionamento de exportações de petróleo venezuelano que teriam como destino Pequim e passaram a ser entregues aos Estados Unidos.
“Gostaria de enfatizar que os direitos e interesses legítimos da China e de outros países na Venezuela devem ser protegidos”, afirmou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, durante coletiva de imprensa.
* Informações com CNN Brasil