Em seus primeiros dias à frente da presidência interina da Venezuela,
Alvo de
A trajetória de González López é marcada por uma oscilação de funções no alto escalão. Após ser removido da diretoria de inteligência por Maduro em meados de 2024, o general passou a atuar sob o comando de Rodríguez na estatal petrolífera PDVSA.
Historicamente ligado ao ministro Diosdado Cabello, sua nova designação gera incertezas sobre se o movimento representa uma consolidação de alianças internas ou um sinal de ruptura no círculo de poder.
No campo econômico, a presidência interina oficializou Calixto Ortega, ex-presidente do Banco Central, como o novo vice-presidente da Economia. Ortega assume o posto anteriormente acumulado pela própria Rodríguez e terá como missão fortalecer a produção nacional e a soberania alimentar.
O anúncio ocorre em um momento de pressão inflacionária, com a desvalorização do bolívar atingindo quase 500%, embora analistas consultados pela Agence France-Presse demonstrem otimismo com a gestão de Rodríguez devido ao seu histórico de flexibilização cambial.
A reforma ministerial acontece em meio a uma forte interferência externa. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o governo interino concordou em enviar entre 30 e 50 milhões de barris de petróleo de alta qualidade ao mercado norte-americano.
Segundo Trump, os recursos da venda serão controlados diretamente por Washington para garantir que o benefício chegue aos povos de ambos os países. A operação logística será coordenada pelo secretário de Energia, Chris Wright.
Apesar do anúncio da Casa Branca e do cenário de ocupação após o bombardeio a Caracas que resultou na prisão de Nicolás Maduro e Cilia Flores, Delcy Rodríguez buscou projetar autonomia em pronunciamento oficial.
Em discurso televisionado, a presidente interina declarou enfaticamente que “nenhum agente externo” governa a Venezuela, reiterando a vigência das instituições nacionais sobre o território.
Com informações de Estadão Conteúdo