A Venezuela denunciou a declaração do presidente norte-americano, Donald Trump, como uma “ameaça colonialista” à sua soberania, após o republicano afirmar que o
O comunicado foi publicado pela chancelaria venezuelana. “A Venezuela denuncia e condena a ameaça colonialista que pretende afetar a soberania de seu espaço aéreo [...], uma nova agressão extravagante, ilegal e injustificada contra o povo da Venezuela”, pontuou o chanceler Yván Gil.
O texto destacou que o país “não aceitará ordens, ameaças, nem interferências provenientes de qualquer poder estrangeiro”. O comunicado também alertou que esta decisão provocará a suspensão dos voos de repatriação que são realizados regularmente entre os EUA e a Venezuela.
“Por meio desta ação, o governo dos Estados Unidos suspendeu, de maneira unilateral, os voos de migrantes venezuelanos que eram realizados regularmente no âmbito da repatriação de venezuelanos”, acrescentou.
Cerca de 75 voos foram realizados este ano, com pelo menos 13.956 venezuelanos deportados dos Estados Unidos. O governo da Venezuela já havia rejeitado o alerta aéreo emitido pelos EUA e revogou as concessões para operar no país de seis companhias aéreas internacionais que
A medida afetou a espanhola Iberia, a portuguesa TAP, a colombiana Avianca, a filial colombiana da chileno-brasileira Latam, a brasileira GOL e a turca Turkish, deixando milhares de passageiros em solo.
Declaração de Donald Trump
Donald Trump,
“A todas as companhias aéreas, pilotos, traficantes de drogas e traficantes de pessoas, por favor, considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela totalmente fechado. Obrigado pela atenção! PRESIDENTE DONALD J. TRUMP”, escreveu.
A declaração não detalha se o aviso se baseia em informações de segurança, medidas oficiais ou avaliações do governo americano. Até o momento, autoridades dos EUA e da aviação internacional não emitiram comunicados confirmando qualquer restrição aérea no país sul-americano.
EUA x Venezuela
Nos últimos meses, os
Enquanto o governo americano afirma que o objetivo é combater o tráfico, o regime de Nicolás Maduro acusa Washington de tentar promover uma mudança de governo no país. Apesar do aumento da pressão militar, tanto Trump quanto Maduro indicaram nos últimos dias estar abertos a possíveis negociações.
*Com informações da AFP.