O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (20) que fez mais do que qualquer outro líder pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e salvou a aliança militar. A declaração foi
“Se eu não tivesse chegado, não haveria Otan agora. Ninguém fez mais pela Otan [do que eu], e acho que a maioria das pessoas diria isso. Acho que você poderia perguntar ao Secretário-Geral sobre isso, mas nós já dissemos. Eu fiz mais pela Otan do que qualquer outra pessoa. A Otan precisa nos tratar com justiça”, disse Trump.
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Durante sua campanha, Trump chegou a criticar os países da Otan pelos baixos investimentos em defesa se comparado pelo Produto Interno Bruto (PIB) de cada país. Após voltar para a Casa Branca, o republicano negociou um acordo para que os europeus aumentassem os gastos militares para o mínimo de 5% do PIB.
Após seu discurso, o presidente norte-americano respondeu a perguntas da imprensa. Questionado por um repórter sobre o quão longe ele poderia ir para ter controle da Groenlândia, o republicano respondeu apenas que: “vocês vão descobrir”.
Ele também disse que acredita em um acordo que satisfaça ambos os lados. “Acho que chegaremos a um acordo que deixará a Otan muito satisfeita e nós também, mas precisamos dela [Groenlândia] para fins de segurança”, declarou.
No início da semana, Trump disse que
Mais cedo, Trump publicou uma imagem cravando uma bandeira dos EUA na ilha dinamarquesa, classificando ela como território norte-americano. O republicano afirma que se não tomar posse do território, ele pode ser ocupado pela Rússia e pela China, usando o argumento para alegar questões de segurança nacional e mundial.
O presidente também afirmou ter concordado com uma reunião com líderes europeus em Davos, na Suíça, durante sua participação no Fórum Econômico Mundial. No evento, o presidente da França, Emmanuel Macron, criticou a política externa dos EUA.
“A Europa tem ferramentas muito fortes agora, e temos que usá-las quando não somos respeitados e quando as regras do jogo não são respeitadas. O mecanismo anti-coerção (da União Europeia) é um instrumento poderoso, e não devemos hesitar em utilizá-lo no ambiente difícil de hoje”, disse.