Suíça anuncia congelamento de bens de Maduro e aliados
O congelamento soma-se às sanções já existentes contra a Venezuela, impostas pela Lei de Embargo, em vigor desde 2018

O Conselho Federal da Suíça anunciou, nesta segunda-feira (5), que decidiu congelar imediatamente todos os bens de Nicolás Maduro, preso pelos Estados Unidos no sábado (3), e de pessoas associadas a ele que estiverem detidos no país. O órgão justificou dizendo que visa impedir a fuga de capitais.
Segundo o Conselho, o congelamento não afeta membros do atual governo venezuelano. "Nos termos da Lei Federal sobre o Congelamento e a Restituição de Bens Ilícitos Detidos por Pessoas Politicamente Expostas no Exterior (FIAA), decidiu, por precaução, congelar quaisquer bens detidos na Suíça pelo Sr. Maduro e outras pessoas a ele associadas", dizia o comunicado.
O congelamento soma-se às sanções já existentes contra a Venezuela, impostas pela Lei de Embargo, em vigor desde 2018. Dessa vez, eles visam indivíduos que não foram previamente sancionados pela Suíça.
"O congelamento dos ativos serve para viabilizar futuros processos de assistência jurídica mútua. Caso esses processos revelem que os fundos foram adquiridos ilicitamente, a Suíça se empenhará em utilizá-los em benefício do povo venezuelano", acrescentou o comunicado.
Cronologia da prisão de Maduro
Ataque e captura (02h50 – 03h20)
- 02h50 | Explosões em Caracas: Moradores da capital venezuelana relataram tremores e o som de aeronaves de guerra. Pelo menos sete explosões foram ouvidas em um intervalo de 30 minutos. Segundo informações obtidas pelo The New York Times, a ofensiva inicial deixou ao menos 40 mortos.
- 03h00 | A Invasão da Força Delta: Tropas de elite da Força Delta invadiram o complexo onde Maduro estava com sua esposa, Cilia Flores. A inteligência da CIA, que monitorava o padrão de vida de Maduro desde agosto, foi crucial para o sucesso da incursão.
- 03h20 | Extração Aérea: Em menos de meia hora, Maduro e Cilia foram retirados de helicóptero e levados ao navio militar USS Iwo Jima, posicionado estrategicamente no Mar do Caribe.
Operação concluída (06h21 – 13h40)
- 06h21 | Anúncio de Trump: Através da rede Truth Social, Donald Trump oficializou a captura: “Os EUA realizaram com sucesso um ataque de grande escala. Maduro foi capturado e retirado do país por via aérea”.
- 06h40 | Reação Venezuelana: A TV estatal da Venezuela classificou a ação como “sequestro” e uma “violação flagrante da soberania e da Carta das Nações Unidas”. O governo chavista acusou os EUA de tentarem confiscar os recursos minerais e o petróleo do país.
- 13h23 | A Foto do Flagra: Trump publicou a primeira imagem de Maduro sob custódia. Na foto, o venezuelano aparece algemado, com os olhos vendados e usando fones de ouvido.
- 13h40 | Governo de Transição: Em coletiva em Mar-a-Lago, Trump afirmou que os EUA governarão a Venezuela imediatamente para garantir uma “transição sensata”. Ele descartou o apoio à opositora María Corina Machado, afirmando que ela não teria força para governar sozinha.
Situação da Venezuela (15h00 – 18h40)
- 15h00 | Substituição em Caracas: A vice-presidente Delcy Rodríguez rejeitou a autoridade americana e convocou um conselho especial de defesa. No entanto, a Suprema Corte da Venezuela ordenou que Rodríguez assuma a presidência interina para garantir a continuidade administrativa do país.
- 18h40 | Desembarque em Nova York: A aeronave militar com Maduro pousou na Base Aérea de Stewart, em Nova York. Escoltado por mais de uma dúzia de agentes federais da DEA, Maduro foi visto algemado e vestindo roupas cinzas. Ele passou pelo processo de fichamento, incluindo coleta de digitais e fotos judiciais.
Prisão (23h00)
- Custódia no Brooklyn: Nicolás Maduro foi transferido para o Centro de Detenção Metropolitano no Brooklyn, a mesma unidade onde estão detidas figuras como o rapper Sean “Diddy” Combs.
- Julgamento: Às 14h desta segunda-feira (5), Maduro passará por audiência de custódia. O juiz federal Alvin K. Hellerstein, de 92 anos, será responsável pelo caso.
De acordo com fontes militares citadas pela CNN, nenhum soldado americano morreu na operação, embora alguns tenham sofrido ferimentos por estilhaços durante o confronto em solo.
Formada pela PUC Minas, Maria Fernanda Ramos é repórter das editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo na Itatiaia. Antes, passou pelo portal R7, da Record.



