Oriente Médio: piloto dos EUA é resgatado após jato ser abatido no Irã
Tripulante está vivo e recebendo atendimento médico; buscas pelo segundo norte-americano continuam

As Forças Armadas dos Estados Unidos resgataram um dos tripulantes de um jato de caça norte-americano que foi abatido no Irã nesta sexta-feira (3). A informação foi divulgada por três fontes dos EUA à CNN Internacional.
Duas dessas fontes, sob anonimato, disseram que o piloto está vivo, sob custódia dos Estados Unidos e recebendo atendimento médico.
O estado de saúde do segundo tripulante não foi informado. As fontes também afirmaram que operações de busca e resgate continuam no local.
Caça dos EUA é abatido pelo Irã
A mídia estatal do Irã divulgou, nesta sexta-feira (3), uma foto que mostra os destroços de um caça da Força Aérea dos EUA, abatido pelo Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC).
O caça em questão é um F-15, que apresenta o logotipo “US Air Forces in Europe” na cauda do jato e e faixas vermelhas e brancas na parte superior da aeronave. A foto foi publicada por veículos da mídia estatal iraniana, incluindo Press TV, junto com uma declaração do IRGC afirmando que forças iranianas teriam abatido um F-35 stealth no centro do Irã.

Entenda o conflito no Oriente Médio
Donald Trump anunciou, em 28 de fevereiro, que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear. Desde então mais de duas mil pessoas morreram. Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.
Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
Um aspecto importante do conflito envolve o fechamento do Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estreita localizada entre o Golfo Pérsico e o Golfo de Omã, classificado como o principal chokepoint (gargalo logístico) energético do mundo.
Sem previsão para um acordo entre os países que possa pôr fim ao conflito, o Programa Mundial de Alimentos (PMA) da Organizações das Nações Unidas (ONU) estimou que mais de 45 milhões de pessoas poderão passar fome se a guerra no Oriente Médio se estender até junho deste ano. A pesquisa foi divulgada pelo diretor-executivo adjunto do PMA, Carl Skau, em março. Na ocasião, Skau disse que "a fome nunca foi tão grave como agora".
*Com AFP e CNN Internacional
Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.


