Reis da Espanha visitam local do acidente ferroviário que deixou mais de 40 mortos

Dois trens de alta velocidade descarrilaram e colidiram no último domingo (18); causas do acidente ainda são desconhecidas

Imagem de segurança mostra resultado da colisão entre os trens na Espanha

Os reis da Espanha, visitaram nesta terça-feira (20) a região da Andaluzia, onde dois trens de alta velocidade colidiram no último domingo (18), deixando mais de 40 mortos.

Vestidos de luto, Felipe VI e Letizia se aproximaram do local do acidente, onde estão os destroços dos veículos. As buscas por mais corpos continuam no local.

Em seguida, eles visitaram um hospital para conversar com feridos e familiares, “com a vontade de transmitir-lhes o carinho de todo o país, porque foi um impacto muito forte, foi um golpe”, disse o monarca.

Leia também:

Um novo corpo foi localizado em um dos vagões no fim da tarde. Agora, o balanço totaliza 42 mortos, informaram as autoridades regionais. Outras 37 pessoas estão hospitalizadas, sendo quatro crianças.

O ministro dos Transportes, Óscar Puente, afirmou que o número definitivo de mortos pode acabar se aproximando das denúncias de desaparecidos (43).

“O que é preciso fazer é cruzar os desaparecidos ou as denúncias de desaparecimento com os mortos e ontem, ao menos no fim do dia, o número era mais ou menos coincidente”, explicou à rádio Onda Cero.

O acidente

O acidente aconteceu às 19h45 horário local (15h45 de Brasília) do último domingo (18).

Um trem da operadora privada Iryo descarrilou, quando fazia a rota entre as cidades de Málaga e Madri, com cerca de 300 pessoas a bordo, e colidiu com um outro trem da companhia pública Renfe, que seguia da capital para Huelva, no sudoeste, transportando 184 passageiros.

A investigação aponta que os vagões traseiros do Iryo descarrilaram e, em seguida, o outro trem que vinha em sentido contrário colidiu contra eles.

“A locomotiva do trem que circulava de Madri a Huelva impactou, isso é o que sabemos até o momento, com um ou vários desses carros que haviam se atravessado”, explicou durante a madrugada o ministro dos Transportes, Óscar Puente. O impacto foi tão violento que os dois primeiros vagões do Madri–Huelva foram arremessados, indicou.

A empresa Iryo informou que o trem foi fabricado em 2022 e que sua "última revisão foi realizada em 15 de janeiro.”

* Com informações da AFP.

Leia também

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

Ouvindo...