Presidente espanhol promete ‘transparência’ em acidente envolvendo trens que deixou 40 mortos

Pedro Sánchez disse que o país está em luto oficial por três dias; ainda não há balanço definitivo de vítimas

Dois trens de alta velocidade descarrilaram em cidade na Espanha

O presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, prometeu, nesta segunda-feira (19), “absoluta transparência” sobre a causa do acidente envolvendo dois trens na região da Andaluzia, no último domingo (18). Ao menos 40 pessoas morreram.

“Gostaria de transmitir à cidadania espanhola que vamos chegar à verdade, que vamos conhecer a resposta e que, quando essa resposta sobre a origem da causa desta tragédia (...) for conhecida, com absoluta transparência e absoluta clareza, tornaremos isso público”, afirmou Sánchez, em Adamuz.

O chefe do governo anunciou três dias de luto oficial, de terça (20) até a próxima sexta-feira (21). A família real tem previsão de visitar a região nos próximos dias.

Número de mortes aumenta par 40

O número de vítimas da tragédia aumentou para 40 durante a tarde desta segunda-feira. Porém, um balanço definitivo só poderá ser divulgado entre terça (20) e quarta-feira (21), segundo o presidente da região, Juan Manuel Moreno Bonilla.

“São atualmente 40 mortos”, disse o político em uma coletiva de imprensa em Adamuz, em Córdoba, onde aconteceu o acidente. Segundo ele, serão necessárias “24 e 48 horas” para “saber com certeza quantos mortos se produziram neste terrível acidente.”

O principal obstáculo para estabelecer o balanço é o acesso a dois vagões de trens, que caíram de uma altura ainda não estimada e ficaram destruídos.

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“Acaba de chegar um material para uma grande grua que está na área, que já está começando a ser montada, mas tudo indica que será lento”, porque “vai ser necessário retirar muito material para poder levantar esses vagões do Alvia, onde poderiam encontrar-se cidadãos falecidos”, explicou o presidente em Adamuz.

Ainda de acordo com o presidente, quando for possível acessar os vagões, “poderemos saber com certeza quantos mortos se produziram”, acrescentou.

Mais de 120 passageiros ficaram feridos e, entre eles, 41 estão hospitalizados em vários hospitais de Córdoba, conforme Bonilla.

O acidente

O acidente aconteceu às 19h45 horário local (15h45 de Brasília) do último domingo (18).

Um trem da operadora privada Iryo descarrilou, quando fazia a rota entre as cidades de Málaga e Madri, com cerca de 300 pessoas a bordo, e colidiu com um outro trem da companhia pública Renfe, que seguia da capital para Huelva, no sudoeste, transportando 184 passageiros.

A investigação aponta que os vagões traseiros do Iryo descarrilaram e, em seguida, o outro trem que vinha em sentido contrário colidiu contra eles.

“A locomotiva do trem que circulava de Madri a Huelva impactou, isso é o que sabemos até o momento, com um ou vários desses carros que haviam se atravessado”, explicou durante a madrugada o ministro dos Transportes, Óscar Puente. O impacto foi tão violento que os dois primeiros vagões do Madri–Huelva foram arremessados, indicou.

A empresa Iryo informou que o trem foi fabricado em 2022 e que sua "última revisão foi realizada em 15 de janeiro.”

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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