Países deverão pagar US$ 1 bilhão para vaga permanente no ‘Conselho da Paz’ de Trump

Presidente dos EUA poderá revogar a participação de um determinado país, exceto em caso de veto por dois terços do Estados-membros

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será o presidente inaugural do Conselho da Paz

Países candidatos a uma vaga permanente no “Conselho da Paz” vão ter que pagar mais de um bilhão de dólares (aproximadamente R$ 5,37 bilhões), de acordo com o “estatuto” obtido pela AFP, nesta segunda-feira (19).

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O “Conselho da Paz” é uma organização internacional promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca “restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaças por conflitos”, está escrito no preâmbulo do estatuto, que foi enviado a diversos países convidados.

O documento de oito páginas critica “as muitas abordagens para a paz”, que “institucionalizam as crises em vez de permitir que as pessoas avancem”, em uma alusão às Nações Unidas. O texto também enfatiza a necessidade de “uma organização internacional de paz mais ágil e eficaz.”

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Donald Trump será o presidente inaugural do “Conselho da Paz”, com amplos poderes, já que será o único autorizado a convidar qualquer país a participar e terá a palavra final na votações.

Ele também poderá revogar a participação de um determinado país, exceto em caso de veto por dois terços do Estados-membros.

Além disso, Trump terá autoridade exclusiva para “criar, modificar ou dissolver entidades subsidiárias” do Conselho da Paz e será “a autoridade final quanto ao significado, interpretação e aplicação” dos estatutos fundadores.

“Cada Estado-membro cumprirá um mandato de no máximo três anos a partir da data de entrada em vigor desta Carta, renovável pelo presidente. Este mandato de três anos não se aplicará aos Estados-membros que contribuírem com mais de US$ 1 bilhão em dinheiro para o Conselho da Paz no primeiro ano após a entrada em vigor desta Carta”, diz um trecho do documento.

O texto ainda afirma que o Conselho da Paz “poderá autorizar a criação de contas bancárias” para cumprir sua missão, sem especificar sua localização.

* Com informações da AFP.

Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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