Papa Leão XIV é convidado para integrar ‘Conselho da Paz’ de Trump; Vaticano responde

Cerca de 60 líderes mundiais foram convidados para a iniciativa de Trump; Cardeal afirma que é necessário ‘tempo para refletir e dar uma resposta’ sobre a proposta

Papa Leão XIV

O papa Leão XIV foi convidado para integrar o “Conselho da Paz”, afirmou o secretário de Estado do Vaticano nesta quarta-feira (21). A iniciativa é do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que convidou diversos países a participarem da organização.

“Nós também recebemos esse convite. O papa o recebeu e estamos refletindo sobre o que devemos fazer”, disse o cardeal Pietro Parolin. “Estamos nos aprofundando e penso que é um assunto que exige tempo para refletir e dar uma resposta”, acrescentou.

Cerca de 60 líderes mundiais foram convidados. Entre eles estão o brasileiro Lula, o ucraniano Volodymyr Zelensky, o russo Vladimir Putin e o israelense Benjamin Netanyahu - que aceitou a proposta. O presidente do Egito Abdel Fattah al-Sisi também divulgou o aceite para ingresso no grupo.

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A Noruega, por sua vez, anunciou que não participará da organização. A decisão acontece em meio à tensões entre os países e a frustração de Trump por não ter recebido o Prêmio Nobel da Paz. A França e o Canadá também negaram o convite.

Conselho da Paz

O “Conselho da Paz” é uma organização internacional promovida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que busca “restaurar a governança confiável e legítima e garantir a paz duradoura em regiões afetadas ou ameaças por conflitos”, está escrito no preâmbulo do estatuto, que foi enviado a diversos países convidados.

Inicialmente, a organização foi pensada para supervisionar a reconstrução de Gaza no pós-guerra. Mas, de acordo com o estatuto obtido pela AFP, o conselho não parece limitar a função ao território palestino.

Líderes candidatos a uma vaga permanente no conselho vão ter que pagar mais de um bilhão de dólares (aproximadamente R$ 5,37 bilhões), de acordo com o documento.

O estatuto de oito páginas critica “as muitas abordagens para a paz”, que “institucionalizam as crises em vez de permitir que as pessoas avancem”, em uma alusão às Nações Unidas. O texto também enfatiza a necessidade de “uma organização internacional de paz mais ágil e eficaz.”

O “Conselho da Paz” será presidido pelo próprio Trumo, que também atuará separadamente como representante dos Estados Unidos.

* Com informações da AFP.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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