Bombardeios dos Estados Unidos e de Israel atingiram depósitos de combustível em Teerã, capital do Irã, e deixaram a cidade sob uma espessa fumaça preta neste domingo (8).
Moradores da capital iraniana acordaram com a impressão de ainda estarem no meio da noite, de acordo com informações da agência de notícias AFP.
“Quando acordei, pensei que havia algum problema”, disse à AFP um motorista de cerca de 50 anos. Muitos habitantes relataram a mesma sensação diante do céu escurecido, que obrigou moradores a acender as luzes em plena manhã.
Por volta das 10h30 (7h em Brasília), os veículos ainda circulavam com os faróis acesos na avenida Valiasr, uma via de 17 quilômetros que corta Teerã de norte a sul.
Esta foi a primeira vez desde o início do conflito que a infraestrutura petrolífera do Irã foi atacada. Quatro depósitos e um centro logístico de produtos petrolíferos em Teerã e arredores foram atingidos por bombardeios, que deixaram ao menos seis mortos e 20 feridos, segundo autoridades.
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Terrã chama ataque de ‘guerra química’
Esmaeil Baqaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, afirmou em uma publicação nas redes sociais que os ataques contra a infraestrutura energética do Irã são uma “guerra química”.
“Esses ataques a instalações de armazenamento de combustível equivalem a nada menos que guerra química intencional contra os cidadãos iranianos”, afirmou.
“Ao atacar depósitos de combustível, os agressores estão liberando materiais perigosos e substâncias tóxicas no ar, envenenando civis, devastando o meio ambiente e colocando vidas em risco em larga escala”, acrescentou.
Após os bombardeios, Teerã alertou países islâmicos que, caso EUA e Israel promovam outros ataques contra a infraestrutura de energia iraniana, o país poderá desencadear respostas semelhantes na região, de acordo com informações da agência de notícias IRNA News.
Com agências